“Não vamos criar um personagem”, diz estrategista sobre Mailza
Nesta terça-feira (25), o grupo de campanha da governadora Mailza Assis promoveu um encontro com a imprensa para apresentar oficialmente o estrategista político Paulo Moura, diretor-presidente da Exata Inteligência Política e consultor com ampla experiência nacional e internacional, como o responsável pelo planejamento e pela condução da comunicação do grupo.
Durante a apresentação aos jornalistas, Paulo Moura detalhou a metodologia de trabalho que norteará a construção da imagem da pré-candidata.
O especialista enfatizou que a estratégia será fundamentada em pesquisas quantitativas e qualitativas, respeitando a identidade real da governadora e rejeitando abordagens artificiais.
“A gente sempre faz uma combinação de pesquisa versus criatividade. Todo o nosso conceito nasce a partir de uma pesquisa, que é uma combinação de pesquisa quantitativa e qualitativa. Elas se complementam, não se excluem. A pesquisa qualitativa tem o objetivo de levantar hipóteses, e essas hipóteses são confirmadas através de uma pesquisa quantitativa. Feito o estudo de imagem sobre a Mailza, identificamos todas as suas potencialidades e as suas áreas mais vulneráveis”, explicou o estrategista.
Moura também destacou a estrutura multidisciplinar por trás da análise de dados e reafirmou seu compromisso com a autenticidade na construção do projeto político.
“O nosso estudo é multidisciplinar. Esse mesmo extrato da pesquisa é avaliado por profissionais da nossa empresa de formação acadêmica diferente. Eu tenho na nossa equipe, por exemplo, um psicólogo comportamental, e a análise dele vai ter um viés diferente do publicitário. Eles resumem tudo em um relatório que chega para mim como estrategista, e a partir disso eu desenvolvo o conceito que a gente quer passar”, pontuou.
Ao abordar diretamente o perfil da governadora, o consultor foi categórico ao descartar a criação de rotulagens ou marcas superficiais para a disputa.
“Tem um detalhe que eu queria falar para vocês de forma bem transparente: eu não sou adepto de criar um personagem. A Mailza tem características muito próprias e, quando a gente compara isso com outros políticos, obviamente a tendência é que a gente queira que todos se pareçam, que todos sejam muito comunicativos, todos tenham um vozerão”, pontuou.
“O caso da Mailza tem uma particularidade, ela tem um estilo próprio. Então, eu entendi que, ao invés de criar um personagem para ela — porque esse personagem, mesmo com todos os recursos do marketing, não se sustenta e a população vai entender que aquilo não é verdadeiro —, a gente preferiu criar um conceito que valorizasse todo o seu potencial e as suas características enquanto ator político”, finalizou.