Mapa publica calendário de plantio do milho no Acre para a safra 2026/2027

Portaria entrou em vigor nesta sexta-feira (10)

Por Anne Nascimento, ContilNet 10/07/2026 às 13:49
Zoneamento tem vigência exclusiva para a safra 2026/2027. — Foto: Reprodução

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta sexta-feira (10), no Diário Oficial da União, o novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a primeira safra de milho no Acre. A Portaria SPA/Mapa nº 213, de 30 de junho de 2026, estabelece o calendário de plantio da safra 2026/2027 e orienta os produtores sobre os períodos mais seguros para a semeadura, com base em estudos climáticos realizados ao longo de 30 anos.

O zoneamento tem vigência exclusiva para a safra 2026/2027 e busca reduzir os riscos de perdas provocadas por estiagem, excesso de chuvas e variações de temperatura, indicando as épocas mais favoráveis para o cultivo em cada município acreano.

Para elaborar o estudo, o Mapa utilizou séries históricas de dados meteorológicos entre 1992 e 2022, obtidas por meio do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Agência Nacional de Águas (ANA), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e outras instituições.

O documento considera fatores como disponibilidade de água no solo, ocorrência de baixas temperaturas durante o desenvolvimento da cultura e excesso de umidade na fase de maturação dos grãos. A partir dessas informações, os períodos de plantio são classificados conforme níveis de risco climático de 20%, 30% e 40%.

A portaria também informa que todas as seis classes de capacidade de armazenamento de água no solo são aptas para o cultivo do milho no Acre. No entanto, ficam de fora áreas de preservação permanente, solos rasos, terrenos muito pedregosos, várzeas sujeitas a inundações e locais que não atendam à legislação ambiental.

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O calendário de plantio é organizado em períodos de dez dias, conhecidos como decêndios, distribuídos ao longo de todo o ano. O Mapa orienta que, em situações em que a emergência das plantas ocorrer mais de 11 dias após a semeadura, o produtor deve considerar o período imediatamente anterior para efeito do cálculo do risco climático.

Além de orientar o planejamento da produção, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático é utilizado como referência para o acesso ao crédito rural, ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e ao seguro rural, desde que os produtores sigam as recomendações previstas para a cultura e para o município onde será realizado o plantio.

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