A ex-ministra do Meio Ambiente e atual titular da pasta, Marina Silva, natural do Acre, consolidou mais um passo em sua articulação polĂtica rumo Ă s eleições de 2026. A executiva estadual da Rede Sustentabilidade em SĂŁo Paulo manifestou apoio pĂşblico Ă sua prĂ©-candidatura ao Senado, reforçando o nome da acreana como uma das principais apostas do campo progressista no estado.
A declaração foi divulgada nas redes sociais do partido e tambĂ©m incluiu o apoio Ă prĂ©-candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista. No mesmo posicionamento, a legenda reafirmou seu alinhamento com o projeto polĂtico liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacando a importância da continuidade de um campo democrático no paĂs.
Segundo informações divulgadas no site g1, no comunicado, a Rede enaltece a trajetĂłria de Marina Silva, classificando-a como “uma das maiores referĂŞncias Ă©ticas e polĂticas do Brasil e do mundo”. O texto destaca ainda sua atuação marcada pela coerĂŞncia e pela defesa firme da democracia, da sustentabilidade e dos direitos humanos, bandeiras que acompanham a acreana desde sua origem polĂtica no Acre atĂ© sua projeção internacional.
AlĂ©m do apoio, o partido tambĂ©m fez duras crĂticas Ă atual gestĂŁo do governador TarcĂsio de Freitas (Republicanos). Segundo a legenda, o governo estadual tem agravado desafios estruturais em SĂŁo Paulo, sendo classificado como “desastroso” no posicionamento oficial. Nesse cenário, a prĂ©-candidatura de Haddad Ă© apresentada como alternativa dentro de um campo polĂtico comprometido com a reconstrução da capacidade pĂşblica do estado.
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A manifestação ocorre em um momento de reorganização interna da prĂłpria Rede. Isso porque, semanas antes, o partido havia demonstrado desconforto com a permanĂŞncia de Marina na sigla, em meio a especulações sobre uma possĂvel saĂda durante a janela partidária. Em nota anterior, a direção chegou a mencionar “indignação e perplexidade” diante de declarações e movimentações ligadas Ă ex-ministra, sinalizando um possĂvel racha interno.
Apesar das tensões, Marina confirmou no inĂcio de abril que permaneceria na legenda. Na ocasiĂŁo, agradeceu convites de outras siglas, como PT, PV e PSOL , mas afirmou que sua decisĂŁo foi pautada pelo compromisso com a construção de um campo democrático plural. A permanĂŞncia acabou funcionando como um ponto de inflexĂŁo dentro do partido, abrindo espaço para a recomposição polĂtica que agora se materializa no apoio oficial.
Ao anunciar sua prĂ©-candidatura ao Senado por SĂŁo Paulo, Marina tambĂ©m deixou claro que pretende atuar de forma articulada com diferentes forças polĂticas alinhadas ao mesmo campo ideolĂłgico. Ela reforçou apoio Ă reeleição de Lula e Ă candidatura de Haddad, destacando a importância de alianças amplas.
“Decidi permanecer na Rede como forma de reafirmar meu compromisso com a construção de um campo democrático plural e diverso”, afirmou Ă Ă©poca. A ex-ministra tambĂ©m colocou seu nome Ă disposição para representar a federação partidária em uma das vagas ao Senado, ampliando sua presença no cenário polĂtico nacional.
A Rede Sustentabilidade, que integra a federação com o PSOL, também ressaltou a necessidade de fortalecer candidaturas proporcionais e alianças que defendam a democracia, a justiça social e a sustentabilidade, temas centrais no discurso de Marina ao longo de sua carreira.

