Médico e ex-governador do Acre alerta para circulação da Febre do Nilo Ocidental no Brasil

Postagem nas redes destaca alerta de especialistas sobre vírus transmitido por mosquitos no país

Por Dry Alves, ContilNet 15/03/2026 às 09:49
Médico e ex-governador do Acre alerta para circulação da Febre do Nilo Ocidental no Brasil/Foto: Reprodução

O médico e ex-governador do Acre, Tião Viana, publicou nas redes sociais um alerta sobre a circulação do vírus da Febre do Nilo Ocidental no Brasil. A postagem compartilhada por ele reproduz conteúdo de um boletim da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) que chama atenção para a presença silenciosa da doença no país.

De acordo com a entidade científica, o vírus já apresenta evidências de circulação em diferentes regiões brasileiras ao longo da última década. Levantamentos epidemiológicos apontam 110 casos prováveis ou confirmados da doença em 13 estados entre 2014 e 2024, indicando que o vírus permanece ativo, embora com baixa quantidade de diagnósticos clínicos.

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A publicação citada por Tião Viana faz parte de uma newsletter da SBMT que alerta para a necessidade de vigilância contínua. O comunicado ganhou repercussão após a confirmação recente de um caso em Mato Grosso envolvendo um bebê, o que reacendeu o debate sobre a presença do vírus no território brasileiro.

O que é a Febre do Nilo Ocidental

A Febre do Nilo Ocidental é uma arbovirose transmitida principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex. As aves atuam como reservatórios naturais do vírus, enquanto humanos e outros mamíferos podem ser infectados de forma incidental.

A maior parte das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Estimativas indicam que cerca de 80% das infecções são assintomáticas, enquanto uma parcela menor pode desenvolver febre, dores no corpo ou, em casos raros, complicações neurológicas mais graves.

A publicação compartilhada por Tião Viana chamou atenção de seguidores ao destacar que o vírus pode estar circulando de forma discreta no país, o que exige monitoramento constante das autoridades de saúde e da comunidade científica.

Especialistas ressaltam que a presença do vírus no Brasil não significa necessariamente um surto, mas reforça a importância de vigilância epidemiológica e controle de mosquitos, estratégia semelhante à utilizada para outras arboviroses como dengue, zika e chikungunya.

Conteúdo Original / Fonte: Dry Alves, ContilNet

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