Moradores de Assis Brasil denunciaram ao ContilNet, nesta quinta-feira (11), o suposto descarte irregular de resíduos hospitalares provenientes das UBS Terezinha Batista dos Santos e UBS Gildo Ferreira, em Assis Brasil. Segundo o relato encaminhado à reportagem, materiais infectantes estariam sendo deixados em via pública junto ao lixo comum, expondo a população a riscos de contaminação.
As imagens enviadas à redação mostram sacos com resíduos de serviços de saúde descartados em área aberta. A denúncia também aponta a presença de caixas para descarte de materiais perfurocortantes abertas e com acesso livre, além de recipientes contendo água destilada com aspecto considerado irregular dentro das unidades de saúde.

Assis Brasil/Foto: Cedida
A pessoa responsável pela denúncia, que pediu para não ser identificada, afirma que a situação já foi comunicada a diversos órgãos públicos, mas que até o momento nenhuma medida efetiva teria sido adotada.
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Segundo o denunciante, a reclamação foi inicialmente registrada junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que encaminhou o caso ao Ministério da Saúde. Posteriormente, a demanda foi repassada à Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), em abril deste ano.
Ainda de acordo com o relato, uma denúncia também teria sido apresentada ao Ibama, que encaminhou o caso à sua representação estadual no Acre. No entanto, o denunciante afirma que os órgãos envolvidos teriam apenas transferido a responsabilidade da apuração, sem apresentar uma solução para o problema.

Assis Brasil/Foto: Cedida
A equipe de reportagem do ContilNet entrou em contato com a Prefeitura de Assis Brasil para obter esclarecimentos sobre a denúncia. Em resposta, o prefeito Jerry Correia Marinho negou que haja descarte irregular de resíduos hospitalares por parte do município e afirmou que a gestão segue os procedimentos exigidos pela legislação.
“É totalmente infundado, pode ter certeza, porque nós somos inclusive, eu acho que uma das poucas prefeituras, pelo menos da nossa nossa regional que tem contrato com empresa especializada que faz a busca desses materiais no município e descarta em local adequado, inclusive em Rio Branco. Conforme pede a legislação”, disse.
O gestor explicou ainda que o lixo hospitalar produzido pelas unidades de saúde é armazenado em local apropriado até ser recolhido pela empresa responsável pelo transporte e destinação dos resíduos.
“O que eu posso te dizer é que nós temos uma empresa contratada para recolher o lixo hospitalar das nossas UBS. O que o município faz dentro dos padrões da vigilância da sanitária é dessa forma, ter uma empresa especializada para recolher o lixo hospitalar nas UBS. Enquanto a empresa não chega na cidade, movimento é pouco, aliás o consumo é pouco, ele é condicionado em um local seguro e vistoriado pela vigilância. Como eu lhe disse, mas eu não descarto nenhuma possibilidade. Havendo isso, nós vamos abrir inclusive um processo administrativo para apurar quem está colocando supostamente o lixo hospitalar num local inadequado e com autorização de quem. Porque nem o prefeito, nem a secretária de saúde tem como estar todos os dias dentro das UBS. Se alguém faz isso, é um profissional da saúde que está lotado dentro da UBS”, completou.
Além da manifestação do prefeito, Jerry Correia encaminhou ao ContilNet documentos e respostas elaboradas pelas duas unidades de saúde citadas na denúncia. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o caso não procede, uma vez que as UBS apresentaram registros e fotografias que, de acordo com o documento, demonstram que o descarte dos resíduos hospitalares é realizado de forma adequada e em conformidade com as normas sanitárias vigentes.

