Início / Versão completa
Cotidiano

MP cria novas diretrizes para atuação em conflitos por terras no Acre

Por Suene Almeida, ContilNet 21/07/2026 09:35 Atualizado em 21/07/2026 14:49
Publicidade

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) divulgou uma nova Nota Técnica que estabelece como promotores e procuradores devem atuar em casos de conflitos fundiários coletivos. O objetivo é fortalecer a proteção dos direitos humanos e incentivar soluções pacíficas para disputas envolvendo terras.

Publicidade

As orientações foram elaboradas pelo Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (CAOP-DH) e levam em conta a realidade do Acre, onde conflitos desse tipo frequentemente envolvem comunidades tradicionais, extrativistas, posseiros antigos e outros grupos considerados mais vulneráveis.

Entre as principais recomendações está a prioridade para medidas preventivas, buscando evitar que os conflitos se agravem. O documento também incentiva a mediação entre as partes, a busca por acordos e o trabalho conjunto com outros órgãos públicos ligados às áreas fundiária e ambiental.

A Nota Técnica destaca que esses conflitos não devem ser analisados apenas como disputas pela posse da terra. Segundo o MPAC, é necessário considerar também os impactos sobre os direitos humanos, o meio ambiente e a forma de vida das comunidades afetadas.

Publicidade

Além disso, o texto orienta que, na esfera extrajudicial, sejam instaurados procedimentos para acompanhar cada caso, além da possibilidade de emissão de recomendações e assinatura de termos de ajustamento de conduta quando necessário. Já nos processos judiciais, o Ministério Público deverá atuar especialmente em ações que envolvam direitos coletivos e populações em situação de vulnerabilidade, respeitando os protocolos nacionais para desocupações coletivas.

O documento também reúne as principais normas que tratam do tema, incluindo dispositivos da Constituição, leis brasileiras e tratados internacionais relacionados à função social da propriedade, ao direito de consulta prévia, livre e informada dos povos e comunidades tradicionais e aos entendimentos já firmados pelos tribunais sobre conflitos fundiários coletivos.

Se desejar, posso adaptar o texto para o estilo de publicação do ContilNet, com um lide mais forte e enfoque jornalístico.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site