O mĂ©dico acreano Stanley Bittar, cujo CRM foi cassado no Acre, voltou a ganhar repercussĂŁo nacional ao aparecer em reportagem de um site nacional envolvendo denĂşncias de golpes em clĂnicas de transplante capilar. Pacientes relatam terem pago valores que variam de R$ 1 mil a R$ 24 mil em procedimentos que nunca foram realizados, em unidades localizadas no Distrito Federal e em outras cidades do paĂs.
Segundo os relatos, pacientes chegaram a realizar tratamentos preparatĂłrios, como mesoterapia, mas a cirurgia prometida nunca aconteceu. Um deles, morador de BrasĂlia, disse: “Eu raspo a cabeça totalmente desde os 24 anos e nunca usei bonĂ© ou qualquer acessĂłrio para disfarçar. É chato quando se tem a ilusĂŁo de que esse cenário pode mudar”.
Outro paciente de 31 anos, contou ao MetrĂłpoles que foi intimidado por advogado ligado Ă clĂnica ao tentar cobrar o cumprimento do procedimento. “Ele tentou me assustar e me pressionar, usando o fato de ser advogado para que eu desistisse das reclamações”, relatou.
Para manter as clĂnicas em funcionamento, entrou em cena a gestora Elo Vitae, responsável pelo arrendamento das unidades. A empresa cuida da administração diária, mas nĂŁo Ă© proprietária dos estabelecimentos. Segundo a gestora, ao assumir o comando, encontrou as unidades em situação irregular e com dĂvidas que somavam R$ 3,67 milhões.
VersĂŁo de Stanley Bittar
Em vĂdeo publicado nas redes sociais, Bittar reconheceu problemas na gestĂŁo de algumas unidades, mas negou responsabilidade direta pelas falhas.
“Pedimos desculpas sinceras a todos os nossos clientes e colaboradores. A gestĂŁo escolhida nĂŁo seguiu nossos princĂpios, e estamos tomando todas as medidas legais para retomar o controle das unidades”, afirmou.
Sobre o CRM cassado, ele esclareceu que se trata de questões Ă©ticas passadas ligadas ao marketing mĂ©dico, que ainda serĂŁo julgadas pelo Conselho Federal de Medicina, e que isso nĂŁo impede o funcionamento das demais clĂnicas. Ele ainda orientou pacientes de outros estados a suspender procedimentos atĂ© que a situação seja regularizada judicialmente.
“Confio que vamos reparar esse erro, e peço que vocês não se envolvam nesse momento de crise. As unidades de São Paulo e Chapecó continuam sob nossa gestão direta e seguras, e indico que confiem apenas nelas”, concluiu.


