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Ação do MP-AC garante atendimento adequado a pessoas trans em delegacias

Por Fhagner Soares, ContilNet 23/06/2026 às 13:50
Ação do MP-AC garante atendimento adequado a pessoas trans em delegacias

Medida da Corregedoria foi tomada após Promotoria apontar erros em delegacias/ Foto: Reprodução

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Estado do Acre editou uma série de diretrizes institucionais obrigatórias para padronizar o acolhimento e o registro de boletins de ocorrência envolvendo pessoas trans. A medida atende a uma manifestação formal da Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, órgão vinculado ao Ministério Público do Estado do Acre (MP-AC), que identificou inconsistências e falhas no atendimento a essa população nas delegacias acreanas.

O documento normativo foi distribuído a todas as delegacias de polícia e postos de atendimento ao público do estado. A resolução foca na operação do Sinesp-PPE (Procedimentos Policiais Eletrônicos), o sistema digital unificado utilizado pelas forças de segurança pública para a gestão e a confecção de registros criminais.

A intervenção da Corregedoria amparou-se em notas técnicas emitidas pelo Departamento de Inteligência da própria Polícia Civil. Os relatórios técnicos apontaram que o preenchimento automático do Sinesp-PPE, que importa dados diretamente da base de dados da Receita Federal, apresenta desatualizações crônicas. Esse descompasso gerava divergências graves entre as informações que apareciam na tela do computador do agente e os documentos de identidade atualizados exibidos presencialmente pelos cidadãos trans.

Para sanar o problema, a nova instrução estabelece os seguintes procedimentos:

O ato normativo reforça que o descumprimento das ordens sujeita os servidores a sanções administrativas, devendo ser rigorosamente observados os preceitos de urbanidade, respeito e proteção à dignidade da pessoa humana no ambiente policial.

De acordo com os representantes da Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania do MP-AC, as novas diretrizes representam um avanço na consolidação dos direitos fundamentais e na estruturação de um serviço público de segurança pautado pela igualdade e inclusão, mitigando constrangimentos institucionais durante o atendimento policial no Acre.

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