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Presidente da Afac denuncia recusa de laudos particulares no CER III

Por Dry Alves, ContilNet 21/08/2026 19:18 Atualizado em 21/08/2026 19:35
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A presidente da Associação Família Azul do Acre (Afac), Heloneida da Gama, denunciou nesta sexta-feira (21) dificuldades enfrentadas por pacientes para
apresentar laudos médicos emitidos pela rede privada no Centro Especializado em Reabilitação III (CER III), em Rio Branco.

Segundo Heloneida, a restrição dificultava o acesso de crianças e outros pacientes aos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente diante da demora para conseguir consultas e avaliações pela rede pública.

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A representante da associação afirmou que levou o caso ao Ministério Público do Acre após receber relatos de famílias que aguardavam atendimento por períodos prolongados.

“Eu questionei por que o SUS não aceitava um laudo particular. Queria que o Ministério Público dissesse qual era a lei que impedia esse recebimento”, declarou.

Após o questionamento, conforme documento apresentado pela presidente da Afac, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informou que o CER III seguia orientações estabelecidas por uma resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), relacionada ao funcionamento das centrais de regulação ambulatorial.

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Ainda de acordo com a resposta exibida por Heloneida, a situação teria sido posteriormente corrigida. O CER III teria passado a receber encaminhamentos emitidos tanto por profissionais da rede pública quanto da iniciativa privada.

Apesar da mudança informada, a presidente da associação voltou a cobrar transparência sobre o fluxo de atendimento e medidas para reduzir o tempo de espera enfrentado pelas famílias.

Heloneida também citou dados que indicariam a existência de milhares de solicitações cadastradas para retorno. Contudo, o período de referência e a situação atual desses pedidos não foram detalhados na manifestação.

A denúncia chama atenção para o impacto das regras administrativas sobre pessoas que dependem de terapias, avaliações e acompanhamento especializado. Para essas famílias, a recusa de documentos particulares pode representar uma nova espera até a emissão de um encaminhamento pela rede pública.

A reportagem solicitou esclarecimentos à Sesacre sobre o recebimento de laudos e encaminhamentos particulares, o número atual de pacientes na fila e o prazo médio para atendimento no CER III. O espaço permanece aberto para manifestação.

A gerente-geral do Centro Especializado em Reabilitação III (CER III), Cinthia de Melo Assis Brasil, negou que a unidade recuse laudos particulares. Segundo ela, o centro aceita documentos médicos independentemente de terem sido emitidos pela rede pública ou privada. Cinthia afirmou ainda que a situação mencionada no documento foi revista e solucionada, e que o CER III passou a receber os dois tipos de laudo.

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