A primeira exposição do Dataland, museu dedicado à arte produzida com inteligência artificial inaugurado em Los Angeles (EUA), foi inspirada em uma viagem do artista turco Refik Anadol ao Acre e à Amazônia brasileira. A informação foi revelada pelo próprio artista em entrevista ao jornal O Globo.
Segundo Anadol, a mostra é dedicada às florestas tropicais e surgiu após a experiência que viveu durante a visita ao estado, há cerca de cinco anos. Ele afirmou que o contato com a natureza e com o povo indígena Yawanawa mudou sua forma de enxergar o meio ambiente.
“Essa primeira exposição veio da minha experiência visitando o Acre, no Brasil, e é dedicada às florestas tropicais”, disse o artista.

O artista turco Refik Anadol, à frente do primeiro museu do mundo dedicado à arte feita com IA — Foto: Efsun Erkilic
A instalação usa inteligência artificial para transformar dados da floresta em imagens imersivas. Além das projeções em alta definição, a experiência inclui sons de pássaros e aromas de flores, criando a sensação de estar dentro da floresta.
Refik contou que um dos momentos mais marcantes da viagem foi a conversa com um líder do povo Yawanawa. Ao perguntar o que a natureza representava para eles, ouviu a resposta de que ela é “uma inteligência viva”. Segundo o artista, essa ideia passou a inspirar seus trabalhos desde então.
Na entrevista, Anadol também explicou que os dados utilizados para criar as obras são obtidos com autorização. Grande parte das informações sobre a natureza utilizadas no treinamento da inteligência artificial vem dos arquivos do Smithsonian, complexo de museus e centros de pesquisa dos Estados Unidos.
O Dataland foi criado por Refik Anadol e pela artista Efsun Erkilic. De acordo com o artista, o espaço busca mostrar como a inteligência artificial pode trabalhar em conjunto com a criatividade humana, e não substituí-la.
Confira a entrevista completa no O Globo.
