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Rio Branco está entre as duas capitais do país com alta nos casos de SRAG

Por Anne Nascimento, ContilNet 31/07/2026 13:21
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Rio Branco está entre as duas únicas capitais brasileiras que apresentam crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O dado consta na mais recente edição do Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (30) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que aponta um cenário de redução das internações na maior parte do país, impulsionado pela queda dos casos causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pelos vírus influenza A e B.

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De acordo com o levantamento, apenas Rio Branco (AC) e São Luís (MA) registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo, considerando as últimas seis semanas até a Semana Epidemiológica 29.

Além da situação da capital acreana, o boletim mostra que o Acre permanece entre os 12 estados brasileiros com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. Segundo a Fiocruz, o cenário está relacionado principalmente às hospitalizações provocadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR). O estado também segue com níveis elevados de casos graves por influenza A, embora apresente tendência de queda.

Em contrapartida, diversos estados que vinham registrando aumento da doença já alcançaram níveis considerados de segurança ou baixo risco, como Pará, Rondônia, Tocantins, São Paulo, Espírito Santo e o Distrito Federal.

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Boletim mostra que o Acre permanece entre os 12 estados brasileiros com incidência de SRAG em níveis de alerta. — Foto: Reprodução

Os pesquisadores reforçam que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir casos graves e mortes causadas pelos vírus respiratórios, especialmente influenza, VSR e Covid-19. Também recomendam o uso de máscaras em unidades de saúde e locais fechados com aglomeração, higienização frequente das mãos e isolamento de pessoas com sintomas gripais. Caso o isolamento não seja possível, a orientação é utilizar máscara ao sair de casa.

Crianças e idosos são os mais afetados

O boletim aponta que a incidência de SRAG permanece mais elevada entre crianças de até 2 anos, principalmente em razão da circulação do vírus sincicial respiratório. Já a mortalidade continua concentrada entre idosos com 65 anos ou mais, tendo a influenza A como principal causa de óbitos.

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR respondeu por 57,7% dos casos positivos de vírus respiratórios no país, seguido pelo rinovírus (25,4%), influenza B (9,1%), influenza A (7,7%) e Covid-19 (1,8%).

Em 2026, o Brasil já notificou 125.914 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, dos quais 67.199 tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório.

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