“Só o prefeito pode acabar com a greve”, diz presidente do sindicato da Educação

Mobilização ocorreu no Centro da capital e reuniu servidores que cobram reajuste salarial

Por Juan Vinícius, ContilNet 14/05/2026 às 15:29
Categoria aprovou paralisação após rejeitar proposta salarial/Foto: ContilNet

Após a assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (14), em frente à Prefeitura de Rio Branco, os profissionais da Educação decidiram deflagrar greve da categoria. A mobilização ocorreu no Centro da capital e reuniu servidores que cobram reajuste salarial e melhorias nas propostas apresentadas pela gestão municipal.

LEIA MAIS: Educação decide entrar em greve após rejeitar proposta da Prefeitura

Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a decisão foi tomada pelos próprios trabalhadores durante deliberação realizada no ato.

“O patrão sempre é contra qualquer tipo de mobilização dos trabalhadores, mas o sindicato encaminha aquilo que a categoria delibera. Nós entendemos que a prefeitura pode oferecer muito mais e melhorar essa proposta. Basta vontade do prefeito para atender os 5% agora e mais 5% em novembro”, afirmou.

Ato prefeitura

Categoria aprovou paralisação após rejeitar proposta salarial/Foto: ContilNet

Rosana confirmou que a categoria aprovou o início da greve e informou que o sindicato seguirá os prazos legais antes da paralisação total dos serviços.

“A categoria deliberou pela greve. Agora vamos cumprir o prazo de 72 horas previsto em lei para que a paralisação aconteça oficialmente. Na quarta-feira, às 8h da manhã, os trabalhadores já estarão mobilizados para essa luta. Greve a gente sabe como começa, mas como termina depende do patrão. Nesse momento, só o prefeito pode acabar com a greve”, declarou.

Presidente do Sinteac, Rosana Nascimento

Presidente do Sinteac, Rosana Nascimento/Foto: ContilNet

A presidente do Sindicato dos Professores do Acre (Sinproac), Alcilene Gurgel, declarou apoio ao movimento grevista dos profissionais da Educação em Rio Branco. Durante a mobilização, ela foi questionada sobre os impactos da paralisação no calendário escolar e afirmou que os estudantes não serão prejudicados.

Alcilene Gurgel/Foto: Reprodução

“O ano letivo sempre enfrentou greves e isso nunca foi um problema para os alunos. Quando necessário, o calendário é estendido para garantir o cumprimento da carga horária. Os estudantes não ficam prejudicados, porque os professores sabem que essa é uma obrigação e um direito dos alunos. Se for preciso, em vez de encerrar em dezembro, o ano letivo pode se estender até janeiro, como já aconteceu outras vezes. O importante é que as aulas serão repostas e o conteúdo será cumprido”, concluiu.

Conteúdo Original / Fonte: Juan Vinícius, ContilNet

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.