A maioria dos 8 deputados federais eleitos pelo Acre votou NĂO para um requerimento aprovado na CĂąmara com pedindo urgĂȘncia na tramitação do projeto de lei (PL) 191/2020, que libera a exploração de minĂ©rios em terras indĂgenas, incluindo ĂĄreas habitadas pelos chamados povos isolados. 279 parlamentares votaram a favor e 108 contra. Foram registradas apenas 3 abstençÔes.
Alan Rick (União Brasil), Mara Rocha (PSDB) e Vanda Milani (Solidariedade) foram favoråveis. Perpétua Almeida (PCdoB), Jéssica Sales (MDB), Jesus Sérgio (PDT), Flaviano (MDB) e Léo de Brito (PT) se posicionaram contra.

O PL, que tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro, agora serĂĄ submetido a um Grupo de Trabalho (GT) e, se o mĂ©rito da matĂ©ria for validado pelo relator, seguirĂĄ para anĂĄlise em plenĂĄrio. Na prĂĄtica, a urgĂȘncia pode acelerar a votação.
O presidente vĂȘ a guerra na UcrĂąnia como “boa oportunidade” para liberar a mineração de potĂĄssio em reservas indĂgenas e diminuir a dependĂȘncia brasileira de fertilizantes importados. “O PL determina as condiçÔes na quais poderĂĄ haver a pesquisa, mineração e aproveitamento de recursos naturais em terras indĂgenas. Em tese, o texto define que os povos indĂgenas eventualmente afetados sejam consultados, mas eles nĂŁo terĂŁo poder de veto”, diz um trecho da reportagem do O Globo.
Durante a votação, dezenas de artistas e membros da sociedade civil promoveram o âAto pela Terra contra o pacote da destruiçãoâ – liderada pelo mĂșsico Caetano Veloso, que aconteceu no Congresso Nacional ao longo do dia.

