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Acre é o único dos estados com maior extrema pobreza onde Flávio aparece à frente de Lula

Por Revista Oeste 19/09/2026 14:19
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O Acre aparece em uma posição particular no cenário eleitoral de 2026: embora tenha a maior taxa de extrema pobreza entre todas as unidades da Federação, é também o único dos sete estados com os maiores índices em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência.

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Os dados de extrema pobreza foram divulgados pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds) na quinta-feira (17). O levantamento foi cruzado pelo Poder360 com as pesquisas eleitorais mais recentes disponíveis em cada estado. As informações foram divulgadas pela Revista Oeste.

De acordo com os indicadores, 13,2% da população do Acre está em situação de extrema pobreza. O percentual coloca o estado no topo da lista nacional, acima do Maranhão, que aparece em seguida, com 12,4%.

VEJA MAIS: Data Control: Flávio Bolsonaro aparece com 51% e Lula tem 24,8% no Acre

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Apesar desse cenário socioeconômico, Flávio Bolsonaro lidera a corrida presidencial no Acre nos levantamentos considerados pelo cruzamento. Os demais seis estados com maiores taxas de extrema pobreza apresentam vantagem de Lula.

Como está o cenário nos estados com maior extrema pobreza

A lista reúne Acre, Maranhão, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Piauí e Sergipe.

No Acre, onde a extrema pobreza alcança 13,2%, Flávio Bolsonaro aparece à frente. No Maranhão, com 12,4%, Lula lidera. O presidente também aparece na primeira colocação em Pernambuco, com 10,1%; Bahia, com 9,4%; Alagoas, com 8,9%; Piauí, com 8,6%; e Sergipe, com 8,4%.

Estado Extrema pobreza Liderança eleitoral
Acre 13,2% Flávio Bolsonaro
Maranhão 12,4% Lula
Pernambuco 10,1% Lula
Bahia 9,4% Lula
Alagoas 8,9% Lula
Piauí 8,6% Lula
Sergipe 8,4% Lula

Os números eleitorais, portanto, mostram uma fotografia em que a posição do Acre se diferencia dos demais estados que apresentam os maiores percentuais de extrema pobreza.

Acre mantém vantagem de Flávio nas pesquisas

Os levantamentos mais recentes também apontam vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula no estado.

Pesquisa Real Time Big Data divulgada em julho mostrou Flávio com 50% das intenções de voto no primeiro turno no Acre, contra 30% de Lula. No segundo turno, o senador aparecia com 57%, ante 34% do presidente. O levantamento ouviu 1.600 pessoas entre 22 e 25 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Em agosto, pesquisa Quaest também registrou vantagem de Flávio no estado. No cenário sem Pablo Marçal, o senador tinha 42% das intenções de voto, enquanto Lula aparecia com 25%. Foram entrevistadas 804 pessoas entre 23 e 26 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais.  Outro levantamento, da AtlasIntel, divulgado no início de agosto, apontou Flávio com 51% e Lula com 26,6% no Acre.

Cenário se inverte nos estados com menor extrema pobreza

O levantamento também permite observar o comportamento eleitoral na outra ponta da tabela. Entre as dez unidades da Federação com menores taxas de extrema pobreza, Flávio Bolsonaro aparece na liderança em cinco: Goiás, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná.

Lula aparece à frente em Minas Gerais. Já Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Espírito Santo e São Paulo apresentam empate técnico entre os dois candidatos.

Goiás tem a menor taxa do grupo, com 1,1% da população em extrema pobreza. Na sequência aparecem Santa Catarina, com 1,4%; Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, ambos com 1,6%; Minas Gerais, também com 1,6%; Mato Grosso, com 1,9%; Distrito Federal, com 2%; Espírito Santo, com 2,1%; Paraná, com 2,3%; e São Paulo, com 2,4%.

Os dados do Imds fazem parte de um painel com 228 indicadores sobre as 27 unidades da Federação, abrangendo áreas como pobreza, distribuição de renda, mercado de trabalho, educação, saúde, segurança e atividade econômica. O instituto ressalta que os indicadores permitem comparar os estados em diferentes áreas, mas não constituem, isoladamente, um ranking geral de desenvolvimento.

Conteúdo Original / Fonte: Revista Oeste
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