Acre registra mais de 140 focos de incêndio em 7 dias; Terras Indígenas são atingidas
O Acre registrou 145 focos de incêndio ao longo de uma semana, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), consultados pelo ContilNet neste sábado (12). As ocorrências foram distribuídas por diferentes municípios, com destaque para Feijó, que concentrou o maior número de registros.
O levantamento também identificou focos em Terras Indígenas, reforçando a preocupação com os impactos das queimadas durante o período de estiagem no estado.
Feijó lidera registros de incêndios
Entre os municípios acreanos, Feijó apareceu na primeira posição, com 41 focos detectados. Sena Madureira ficou em seguida, com 17 ocorrências, enquanto Tarauacá registrou 13.
Cruzeiro do Sul teve 12 focos, Manuel Urbano contabilizou 10 e Rio Branco apareceu com nove registros.
Os números fazem parte do monitoramento realizado pelo Inpe, que utiliza dados de satélites para identificar áreas com possíveis queimadas.
Focos também foram identificados em terras indígenas
O levantamento apontou ocorrências dentro de quatro Terras Indígenas do Acre. A Terra Indígena Mamoadate registrou três focos.
Já as Terras Indígenas Campinas/Katukina, Kaxinawá do Rio Humaitá e Poyanawa tiveram um foco cada.
Agosto teve aumento expressivo em relação a julho
O número de queimadas no Acre cresceu de forma significativa em agosto de 2026. Conforme os dados do Inpe, o estado passou de 56 focos em julho para 487 no mês seguinte, o que representa um aumento de aproximadamente 770%.
A maior concentração ocorreu nos últimos dias de agosto. No dia 28, foram identificados 125 focos em apenas 24 horas. Dois dias depois, em 30 de agosto, o número chegou a 123. Já no dia 31, foram registrados 51 focos.
Apesar do crescimento em relação a julho, o total de agosto deste ano ficou 5,8% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025, quando o Acre teve 517 focos.
Estiagem aumenta preocupação
O cenário preocupa porque o estado enfrenta condições que favorecem a propagação do fogo. Entre os fatores estão os níveis baixos dos rios, a pouca chuva registrada recentemente e a previsão de precipitações abaixo da média.
Além disso, as temperaturas devem continuar acima do normal nos próximos meses, o que pode agravar os efeitos da estiagem e aumentar os riscos de novos incêndios.