O Acre registrou 16 focos de incêndio em apenas 48 horas, entre os dias 20 e 21 de agosto, segundo dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
No ranking dos focos registrados no país durante o período analisado, o Acre apareceu à frente de estados como Rondônia, que contabilizou 15 ocorrências, além do Rio de Janeiro, com 12, e do Distrito Federal e Espírito Santo, com 11 registros cada.
Os dados históricos também mostram que, até o dia 21 de agosto, o Acre já havia acumulado 195 focos de queimadas em 2026. O total corresponde a pouco mais da metade dos 385 focos registrados durante todo o ano de 2025, quando o estado apresentou uma das menores marcas da série recente.
A série histórica do Programa Queimadas aponta que o Acre registrou 2.093 focos em 2020, número que subiu para 2.479 em 2021. Em 2022, foram contabilizados 1.142 focos, enquanto 2023 terminou com 755 registros. Já em 2024, o número voltou a crescer e chegou a 1.649 ocorrências.
Em 2025, houve uma queda expressiva, com 385 focos registrados em todo o ano. Agora, com 195 ocorrências acumuladas até 21 de agosto e 16 delas registradas em apenas dois dias, o comportamento dos próximos meses será determinante para definir o cenário das queimadas no Acre em 2026.
No recorte das últimas 48 horas, Minas Gerais liderou o ranking nacional, com 206 focos, seguido pelo Maranhão, com 201. Bahia registrou 99 ocorrências e o Piauí, 54.
