Eleição pode mudar quase 1/3 da Câmara de Rio Branco; veja quem pode assumir
A eleição deste ano pode provocar uma dança de cadeiras na Câmara Municipal de Rio Branco. Isso porque oito vereadores estão na disputa por vagas de deputado federal ou estadual e, caso sejam eleitos, deixarão os mandatos que conquistaram nas urnas em 2024.
A definição de quem assume cada cadeira não depende simplesmente do partido ao qual o vereador está filiado hoje. Nas eleições proporcionais, a vaga pertence à legenda ou à federação que conquistou aquela cadeira, e a convocação segue a ordem dos suplentes da eleição anterior.
É justamente aí que aparecem alguns nomes que podem voltar à Câmara, chegar a ela pela primeira vez.
André Kamai
Eleito vereador pelo PT, André Kamai integra uma bancada que, na eleição municipal de 2024, disputou pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB.
Se Kamai for eleito deputado federal, a cadeira será preenchida pelo próximo suplente da federação. E quem aparece no topo da lista é Carlos Gomes, do PV.
Ou seja: mesmo com Kamai tendo sido eleito pelo PT, a vaga não é tratada isoladamente como uma cadeira petista. A federação participou da eleição proporcional como uma única agremiação.
Eber Machado
A situação de Eber Machado tem uma particularidade.
Ele foi eleito vereador pelo MDB, mas deixou a legenda neste ano para disputar uma vaga de deputado federal pelo Republicanos. Caso seja eleito, porém, a mudança de partido não altera a origem da cadeira conquistada em 2024.
A vaga continua vinculada ao MDB, partido pelo qual Eber foi eleito vereador.
Nesse cenário, quem aparece na primeira posição entre os suplentes do MDB é Jó do Acre.
Fábio Araújo
Outro vereador que pode deixar a Câmara para disputar uma vaga de deputado federal é Fábio Araújo, também eleito pelo MDB.
Assim como no caso de Eber Machado, a eventual saída de Fábio não muda a legenda responsável pela cadeira conquistada em 2024.
Se Fábio for eleito deputado, a primeira opção continua sendo o primeiro suplente do MDB, Jó do Acre. Caso a composição das substituições provoque a necessidade de recorrer à suplência seguinte, aparece Célio Gadelha, que ficou na segunda posição da lista do partido.
Leôncio Castro
Na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, Leôncio Castro também pode abrir espaço para uma mudança na composição da Câmara de Rio Branco.
Se for eleito deputado estadual, quem aparece como próxima ocupante da cadeira é Degmar Kinpara, do PSDB.
Ela é esposa do ex-reitor da Ufac Minoru Kinpara e ficou na primeira suplência da legenda nas eleições municipais de 2024.
Raimundo Neném
Ex-presidente da Câmara, Raimundo Neném disputa uma vaga de deputado estadual pelo PL.
Caso consiga a eleição, a cadeira deixada por ele será destinada ao próximo suplente da legenda.
Nesse caso, quem aparece na primeira posição é João Marcos Luz, ex-vereador de Rio Branco. Contudo, ele deixou o PL e se filiou ao PSDB para disputar as eleições. Com isso, pode ficar impossibilitado de assumir a cadeira. O segundo suplente é a ex-secretária de Saúde, Sheila Andrade, que também deixou o partido e se filiou ao Republicanos. O terceiro suplente é James da Saúde, ex-vereador.
Rutênio Sá
Rutênio Sá, do União Brasil, também está na disputa por uma cadeira de deputado estadual.
Se for eleito, a vaga que hoje ocupa na Câmara Municipal será preenchida pelo primeiro suplente do União Brasil: Ismael Machado.
Samir Bestene
A eventual eleição de Samir Bestene para a Assembleia Legislativa também pode provocar uma mudança importante na composição da Câmara.
O nome que aparece na sequência é o de Gabriela Câmara, atual presidente do Iteracre.
Gabriela foi a 11ª candidata mais votada na eleição para vereador em 2024, mas acabou fora da Câmara em razão da distribuição das cadeiras dentro da chapa do Progressistas.
Se Samir for eleito deputado estadual, ela poderá retornar ao Legislativo municipal.
Zé Lopes
Outro vereador que disputa uma vaga de deputado estadual é Zé Lopes, do Republicanos.
Caso seja eleito, quem aparece como primeira suplente da legenda é Márcia Barbosa.
É ela, portanto, quem poderá ocupar a cadeira deixada pelo vereador.
Uma nova Câmara?
Se todos os oito vereadores forem eleitos, a Câmara de Rio Branco poderá começar a próxima etapa do mandato com uma composição significativamente diferente daquela escolhida pelos eleitores em 2024.