Naluh Gouveia relembra estupro na adolescĂȘncia e diz que polĂ­tica de Ăłdio faz aumentar feminicĂ­dio

Por NANY DAMASCENO, DO CONTILNET 08/06/2022 Ă s 10:09
Naluh Gouveia Ă© ex-deputada e conselheira do TCE/Foto: ContilNet

A ex-deputada estadual e conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Naluh Gouveia participou nesta quarta-feira (8) da audiĂȘncia pĂșblica realizada pela Assembleia Legislativa do Acre para debater os altos Ă­ndices de feminicĂ­dio no Estado.

Naluh deixou a vida polĂ­tica para ser a segunda mulher a tornar-se conselheira do TCE, mas diz ter saudades da tribuna.

“Isso aqui me humanizou, me colocou pertinho povo e das pessoas humildes e como elas fazem bem ao ser humano”.

Dezenas de mulheres participaram do momento na Aleac/Foto: Reprodução

Ainda sobre a saudade da vida de deputada, ela diz que jĂĄ teve crises apĂłs nĂŁo ser mais porta-voz do povo na Casa Legislativa.

“As vezes eu penso: “Meu Deus eu fugi da luta, o que eu faço no Tribunal de Contas?”, teve um dia que chorei e liguei para a PatrĂ­cia [Rego]”, conta.

Ao falar dos feminicĂ­dios, Golveia se emocionou e atribuiu os altos Ă­ndices Ă  “polĂ­tica de Ăłdio do Bolsonaro”. “O Acre tem o maior Ă­ndice de feminicĂ­dio no Brasil e Ă© o maior eleitor do Bolsonaro. EntĂŁo, eu nĂŁo consigo conceber mulheres votando no Bolsonaro”, afirma.

Ela contou experiĂȘncias que causaram comoção e revolta. “Aos 7 anos, joguei uma faca em um homem porque ele bateu na minha mĂŁe, aos 16 eu fui estuprada. EntĂŁo, de homem eu nĂŁo espero nada”.

Naluh falou da experiĂȘncia de ter sido abusada pelo padrasto: “É horrĂ­vel nĂŁo ter com quem falar, a famĂ­lia nĂŁo acreditar”.

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