26/08/2026

Falência da Oi: entenda como a decisão pode afetar serviços no Acre

Ministério das Comunicações informou que ainda não é possível calcular todos os impactos da falência

Por Suene Almeida, ContilNet
A expectativa é que os serviços sejam mantidos enquanto são definidas as próximas etapas | Foto: Reprodução

A decisão da Justiça do Rio de Janeiro que confirmou a falência da Oi nesta terça-feira (25) acende um alerta para os serviços de telecomunicações que ainda dependem da empresa. No Acre, a Oi fornece comunicação de voz usada como infraestrutura da rede de dados, o chamado backbone, além de atender contratos corporativos e órgãos públicos.

A falência, porém, não significa que os serviços serão interrompidos imediatamente. A continuidade das operações deverá ser organizada durante o processo de encerramento da empresa, com acompanhamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Justiça. A ideia é evitar que clientes e serviços considerados essenciais fiquem sem atendimento.

Dívida com credores

A situação preocupa porque a Oi atravessa uma crise financeira que já dura mais de uma década. A companhia acumula uma dívida superior a R$ 44 bilhões e cerca de 164 mil credores. Em julho, a empresa informou à Justiça que tinha apenas R$ 19,6 milhões em caixa e enfrentava dificuldades para manter despesas essenciais.

No Acre, a principal preocupação é saber como será feita a transição dos serviços que utilizam a estrutura da Oi. A empresa também fornece esse tipo de infraestrutura para outros estados, como Amazonas, Mato Grosso, Pará, Amapá, Distrito Federal, Bahia e Rio de Janeiro. A expectativa é que os serviços sejam mantidos enquanto são definidas as próximas etapas.

O Ministério das Comunicações informou que ainda não é possível calcular todos os impactos da falência. Segundo a pasta, em locais onde existem outras empresas de telecomunicações, elas podem ajudar a garantir a continuidade dos serviços. O governo também afirmou que acompanha a situação junto à Anatel.

A Justiça nomeou o advogado Bruno Rezende como administrador judicial da Oi. Ele ficará responsável por acompanhar o processo de falência, que envolve a organização dos ativos da empresa, os credores e a continuidade ordenada das operações que ainda estão em funcionamento.

 

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