Diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) protocolaram na tarde desta terça-feira (6) um documento no Ministério Publico (MPAC) exigindo do governo estadual mais segurança nas escolas. A entidade realizou diversas audiências públicas para pedir às autoridades o combate da violência, inclusive nas várias reuniões com os gestores da Secretaria Estadual de Educação (SEE).

Diretoria do Sinteac foi até o MPAC protocolar o pedido do TAC /Foto: ASCOM Sinteac
Na noite de segunda-feira (5), membros de facções invadiram a escola João Mariano, no bairro Taquari em Rio Branco, e implantaram o terror entre servidores e alunos, inclusive encostando um revólver na cabeça de uma professora. “Esse TAC [Termo de Ajustamento de Conduta] obriga o governo do Acre a garantir a segurança nas escolas”, explicou o diretor jurídico da entidade, Daryl Abejdid.
Apesar dos constantes pleitos, a SEE alega que o trabalho da ronda escolar é suficiente para coibir a violência, o que não inibiu as ações criminosas de facções que atuam nos bairros afastados. “Realizamos audiências públicas para alertar sobre o problema e pedimos aos gestores da SEE, várias vezes, uma solução para esta onda de violência”, desabafou o sindicalista.

“Esse TAC obriga o governo do Acre a garantir a segurança nas escolas”, explicou Daryl Abejdid /Foto: ASCOM Sinteac
Além disso, o sindicalista lamentou o caso ocorrido no colégio José Raimundo Hermínio de Melo, no município de Sena Madureira, onde um estudante foi assassinado dentro de uma sala de aula. “A invasão da escola por uma facção criminosa revela a fragilidade da política de segurança adotada pelo governo ”, criticou Daryl Abejdid.
