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Tragédias aéreas que marcaram o Acre já foram relembradas por Lito Sousa

Por Juan Vinícius, ContilNet 30/08/2026 14:16 Atualizado em 30/08/2026 14:28
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Há acidentes que permanecem na memória coletiva mesmo após décadas. No Acre, duas tragédias aéreas ocorridas em momentos diferentes marcaram o estado e foram abordadas pelo criador de conteúdo Lito Sousa, do canal “Aviões e Músicas”, conhecido por analisar episódios e temas relacionados à aviação.

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O ContilNet relembra os dois casos apresentados pelo especialista: a queda do voo 4823 da Rico Linhas Aéreas, em 2002, e o acidente com um Cessna 208B Grand Caravan, ocorrido mais de duas décadas depois, em Rio Branco.

O dia em que o Acre chorou

Em 30 de agosto de 2002, o voo 4823 da Rico Linhas Aéreas seguia de Cruzeiro do Sul para Rio Branco, com escala em Tarauacá, quando caiu durante a aproximação para o pouso na capital acreana.

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A aeronave, um Embraer EMB-120 Brasília, de prefixo PT-WRQ, transportava passageiros em um período de grande movimentação no estado. Naquele momento, Rio Branco recebia a Expoacre, além de atrações que aumentavam o fluxo de pessoas para a capital.

Na aproximação ao Aeroporto Internacional de Rio Branco, atualmente denominado Plácido de Castro, a tripulação enfrentava condições meteorológicas desfavoráveis, com chuva e redução da visibilidade. O avião atingiu árvores a aproximadamente quatro quilômetros da cabeceira da pista e caiu em uma área rural.

Vinte pessoas morreram no acidente, que provocou forte comoção no Acre e ganhou repercussão nacional.

Voo 4823 da Rico Linhas Aéreas/Foto: reprodução

Décadas depois, o episódio foi relembrado por Lito Sousa em um vídeo intitulado “O dia em que o Acre chorou”. Ao reconstruir o caso, o especialista apresentou informações da investigação conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Entre os aspectos abordados estão problemas relacionados ao cumprimento de procedimentos operacionais, à coordenação da tripulação e às condições meteorológicas encontradas durante a aproximação.

Também foram mencionadas questões envolvendo equipamentos da aeronave, como gravadores de voo e o sistema de alerta de proximidade do solo.

O acidente também teve consequências para a Rico Linhas Aéreas, que posteriormente passou por uma redução gradual de suas operações regulares.

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Queda de Grand Caravan

Mais de duas décadas depois, em 2023, outra tragédia aérea em Rio Branco voltou a ser analisada pelo canal Aviões e Músicas. Um Cessna 208B Grand Caravan, prefixo PT-MEE, a serviço da ART Táxi Aéreo, caiu pouco depois de decolar da capital acreana com destino a Envira, no Amazonas.
Havia 12 pessoas a bordo, entre dez passageiros e os dois tripulantes. Entre as vítimas estava um bebê. Ninguém sobreviveu.

Após o acidente, Lito chamou atenção para a necessidade de evitar conclusões sobre as causas antes do encerramento da investigação. Ele explicou que o Grand Caravan é amplamente utilizado em operações na Amazônia e em diferentes partes do mundo, destacando a robustez do modelo.

O especialista também criticou abordagens que associavam diretamente o tipo de aeronave à causa da tragédia sem que houvesse uma conclusão técnica sobre o acidente.

Grand Caravan/Foto: reprodução

Outro ponto levantado foi a situação da empresa responsável pelo voo. Apesar de o avião possuir certificado de aeronavegabilidade regular, a ART Táxi Aéreo já havia sido alvo de autuação relacionada à realização de operação irregular envolvendo a mesma aeronave, em processo registrado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 2016.

A investigação ficou sob responsabilidade do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VII), ligado ao Cenipa. Entre os elementos considerados em apurações desse tipo estão condições meteorológicas, peso e balanceamento da aeronave, manutenção, documentação e aspectos operacionais.

Ao abordar as duas tragédias, ocorridas em períodos distintos, Lito reforça um dos princípios utilizados na investigação aeronáutica: as causas de um acidente não devem ser determinadas antes da conclusão das análises técnicas.

No caso do voo 4823, 24 anos se completam neste domingo (30) desde a tragédia que deixou 20 mortos e marcou a história da aviação acreana.

Veja o vídeo:

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