O Acre contabilizou 297 denĂșncias de violĂȘncia contra a mulher nos quatro primeiros meses de 2026, segundo dados do painel do Ligue 180, serviço nacional de atendimento e acolhimento Ă s vĂtimas. Os registros, feitos entre 1Âș de janeiro e 30 de abril, revelam um cenĂĄrio em que a violĂȘncia continua concentrada dentro do ambiente domĂ©stico e, na maioria das vezes, denunciada pela prĂłpria vĂtima. Os dados sĂŁo do Painel de Monitoramento do MinistĂ©rio das Mulheres.
Ao todo, o estado somou 287 protocolos de atendimento e 910 relatos de violĂȘncia associados Ă s denĂșncias recebidas no perĂodo. Os nĂșmeros mostram que muitos casos envolvem mais de um tipo de agressĂŁo simultaneamente, como violĂȘncia psicolĂłgica, fĂsica, moral e patrimonial.
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Os dados apontam que o principal cenĂĄrio das ocorrĂȘncias Ă© a residĂȘncia da vĂtima. Foram 165 denĂșncias registradas dentro da casa da mulher. Em outros 97 casos, a violĂȘncia ocorreu na residĂȘncia compartilhada entre vĂtima e suspeito. TambĂ©m houve notificaçÔes em casas de familiares, locais pĂșblicos, ambiente virtual, transporte coletivo e atĂ© no ambiente de trabalho.
A violĂȘncia psicolĂłgica aparece entre os tipos mais recorrentes nos registros detalhados do painel, com 21 ocorrĂȘncias identificadas no recorte especĂfico divulgado. Em seguida aparecem violĂȘncia no contexto domĂ©stico, violĂȘncia fĂsica, moral, patrimonial e sexual.
Outro dado que chama atenção Ă© o perfil de quem procura ajuda. Em 206 casos, a denĂșncia foi feita pela prĂłpria vĂtima. JĂĄ 91 registros partiram de terceiros, como familiares, amigos ou vizinhos.
No ranking nacional de denĂșncias por estado, o Acre aparece com 297 registros no perĂodo, ficando Ă frente de estados como RondĂŽnia, Tocantins, AmapĂĄ e Roraima. SĂŁo Paulo lidera o levantamento nacional, com 14.678 denĂșncias, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.



