Segundo o especialista, o tratamento da doença depende da causa. No caso do cantor Zé Neto, ele atribuiu o foco de vidro ao uso de cigarro eletrônico, de acordo com um vídeo publicado nas redes sociais na madrugada de quarta-feira (22) (veja abaixo).
“De maneira geral o cigarro eletrônico contém nicotina e outras substâncias na sua composição. O uso excessivo no curto prazo pode causar inflamação pulmonar. A longo prazo pode causar asma, bronquite, inflamação. Existem algumas substâncias, como metais pesados, que podem aumentar o risco de câncer”, afirma.
O pneumologista afirma que o usuário pode desenvolver o vício e apresentar tosse, cansaço e dificuldade para respirar. Também é possível que desenvolva pneumonite, asma e bronquite.
“Possivelmente até câncer, no caso do uso a longo prazo. Mas não se tem uma certeza ainda, já que a droga é nova.”
“Possivelmente até câncer, no caso do uso a longo prazo. Mas não se tem uma certeza ainda, já que a droga é nova.”
Venda proibida
Os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), nome técnico dado aos cigarros eletrônicos, têm a venda proibida no Brasil desde 2009. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde então o cigarro eletrônico tem sido objeto de estudos para que seja medido seu impacto à saúde. “Até o momento, ainda restam incertezas e controversas relativas ao uso e aos riscos atribuídos a esses dispositivos”, diz o órgão.
A regulação destes dispositivos ainda está em fase de discussão e tem previsão para ser concluída até 2023.
Dupla teve Covid-19
Além do cigarro eletrônico, a Covid-19 também pode causar foco de vidro no pulmão.