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Ancelotti analisa queda do Brasil na Copa de 2026 e traça metas para novo ciclo

Por Fhagner Soares, ContilNet 30/07/2026 às 06:35

Italiano garantiu não se arrepender de levar Neymar à Copa após atacante anunciar aposentadoria da Amarelinha/ Foto: Reprodução

De regresso ao Brasil após o encerramento da Copa do Mundo de 2026, o técnico Carlo Ancelotti avaliou, em entrevista concedida ao portal Metrópoles, os fatores que culminaram na eliminação da seleção brasileira e traçou as diretrizes estratégicas para o ciclo do Mundial de 2030.

A queda do Brasil diante da Noruega, ainda nas oitavas de final do torneio, foi classificada pelo comandante italiano como um dos momentos mais marcantes de sua trajetória esportiva. Acostumado a conquistas no futebol europeu de clubes, o treinador afirmou que o impacto do resultado negativo no comando da Amarelinha tem dimensão distinta de outras frustrações da carreira devido ao apelo popular do futebol no país.

“Na minha carreira, tive muitas vitórias, mas também muitas derrotas. Mas essa é uma derrota diferente, porque a derrota com a Seleção Brasileira envolve essa paixão que o povo tem pela Seleção, então afeta muito mais”, declarou Ancelotti.

O treinador abordou também o encerramento do ciclo de Neymar com a camisa da seleção. O atacante anunciou sua despedida da equipe nacional após partida entre Santos e Universidad Central, válida pela Copa Sul-Americana.

A convocação do camisa 10 para o Mundial de 2026 esteve cercada de incertezas em razão de um problema físico que retardou sua estreia para a rodada final da fase de grupos. A despeito do rendimento coletivo abaixo do esperado e dos questionamentos externos, Ancelotti respaldou a decisão de levar o atleta ao torneio.

“A presença do Neymar foi muito positiva na equipe, porque Neymar se portou muito bem no nível profissional. No nível de seriedade, ajudou, era muito querido na equipe. A equipe não se saiu bem, mas não tenho nenhum arrependimento”, afirmou o comandante.

Ao projetar o futuro da seleção brasileira, Ancelotti garantiu sua permanência no comando técnico e apontou o setor de meio-campo como a principal prioridade de observação e captação para o próximo quadriênio. Segundo o italiano, a escassez de articuladores é um desafio global que também afeta a equipe do Brasil.

O técnico ponderou que o país vive boa fase na revelação de atletas para posições defensivas — como o lateral Wesley e jovens goleiros em atividade no Campeonato Brasileiro —, mas reiterou a necessidade de encontrar novas opções para a armação de jogo.

“Faltam meio-campistas. Temos laterais jovens que estão progredindo e goleiros jovens que estão jogando no Brasileiro. Esses são os perfis que vamos avaliar no próximo ciclo, tendo em conta que a prioridade é buscar meio-campistas”, pontuou o treinador, em mensagem de otimismo à torcida ao pedir foco no desenvolvimento dos jovens talentos rumo à Copa de 2030.

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