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Esporte

Lula rebate clubes sobre bets: “Dizer que o futebol vai acabar é balela”

Por Diário do Centro do Mundo 18/09/2026 20:58 Atualizado em 18/09/2026 21:55
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Lula respondeu nesta sexta-feira (18), em Guarulhos, ao manifesto dos 20 clubes da Série A contra eventuais restrições às bets. O presidente citou Flamengo e Corinthians, mencionados por ele entre os protagonistas da mobilização, e rejeitou o argumento de que medidas contra o setor poderiam representar o fim do futebol brasileiro. “Hoje, os times de futebol, liderados pelo Flamengo, pelo Corinthians e por todos os times, disseram que se eu acabar com as bets, eu vou acabar com o futebol”, afirmou.

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Lula respondeu enumerando títulos conquistados antes da expansão das casas de apostas no país. Citou os três mundiais do São Paulo, os dois do Santos, além das conquistas de Grêmio, Flamengo, Internacional e Corinthians. No meio da lista, brincou com Marina Silva, torcedora do Palmeiras: “Lamentavelmente, só o Palmeiras não foi campeão do mundo”. A reação dos clubes às restrições também provocou críticas de torcedores, que questionaram a dependência financeira do futebol em relação às bets.

O presidente estendeu a comparação à Seleção Brasileira. Lula lembrou que o Brasil venceu as Copas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 antes do atual domínio das empresas de apostas no futebol e ironizou: “Depois que apareceram as bets, não ganhou mais nada!”. A frase foi usada como provocação contra o argumento dos clubes, e não como afirmação de que as bets sejam responsáveis pelo desempenho esportivo da Seleção.

“Esse negócio de que se acabar com a bet vai acabar com o futebol é uma balela”, prosseguiu Lula. Os clubes sustentam que as empresas de apostas se tornaram uma fonte relevante de financiamento do esporte e que uma redução abrupta dos investimentos poderia atingir equipes, categorias de base e futebol feminino. Antes do manifesto conjunto, clubes paulistas já haviam iniciado uma articulação contra restrições à publicidade das bets. Corinthians, Palmeiras e São Paulo somam cerca de R$ 350 milhões anuais em contratos do setor.

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Lula contrapôs a receita do futebol e a arrecadação tributária aos efeitos sociais que atribui às apostas. Segundo ele, R$ 62 bilhões foram destinados às bets. “A gente pode perder o imposto. O que eu não posso perder é a vida dos pobres jogando”, declarou. Em outro momento do mesmo discurso, o presidente associou a prática ao endividamento e à dependência.

A discussão, porém, ainda não corresponde a uma decisão de proibir todos os patrocínios esportivos. O governo prepara uma medida para proibir jogos de cassino on-line e impor novas restrições às apostas esportivas, mas o desenho definitivo ainda não foi anunciado. A versão discutida até agora distingue cassinos on-line das apostas esportivas, e o Ministério da Fazenda afirma que não há decisão final sobre o alcance das restrições.

Ao encerrar a resposta aos clubes, Lula voltou a endurecer o discurso: “A gente vai acabar com as bets e a gente vai acabar com a lavagem de dinheiro, com a safadeza e com a roubalheira”. O presidente afirmou ainda que pretende conversar com os dirigentes do futebol, mas deixou explícito que rejeita a tese apresentada no manifesto de que restringir o setor significaria colocar em risco a existência do futebol brasileiro.

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Conteúdo Original / Fonte: Diário do Centro do Mundo
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