O técnico espanhol Pep Guardiola recusou a proposta formal apresentada pela Federação Italiana de Futebol (FIGC) para assumir o comando da seleção nacional no novo ciclo internacional. O treinador optou por dar continuidade ao período de descanso na carreira iniciado após o encerramento de seu contrato com o Manchester City.
A informação foi confirmada pelo jornalista especializado no mercado de transferências Fabrizio Romano. Conforme a apuração, Guardiola avaliou o projeto oferecido pelos italianos, mas decidiu interromper as tratativas para priorizar compromissos pessoais e dedicar mais tempo ao convívio familiar.
Aos 55 anos, Guardiola deixou o futebol inglês ao término da temporada passada, encerrando um ciclo de dez anos à frente do Manchester City. Logo após a saída, o treinador publicou declarando que não pretendia assumir compromissos imediatos à beira do gramado.
Guardiola figurava como o principal nome cotado pela diretoria da FIGC para liderar a reformulação do futebol italiano. O ex-jogador Paolo Maldini, recém-empossado na função de diretor técnico da seleção, chegou a viajar até Barcelona para apresentar pessoalmente o projeto ao treinador espanhol.
A investida ocorria em meio a um período de crise prolongada da equipe nacional, que ficou de fora das últimas três edições da Copa do Mundo — incluindo o torneio disputado nos Estados Unidos, México e Canadá. O presidente da federação italiana, Giovanni Malagò, chegou a confirmar publicamente a existência das conversas e indicou disposição para abrir exceções orçamentárias na proposta financeira oferecida a Guardiola.
Com a negativa do espanhol, a federação italiana mantém as avaliações sobre outros nomes cotados para assumir o cargo definitivo, entre os quais estão Antonio Conte, Roberto Mancini e Andrea Pirlo. A equipe permanece sob o comando provisório do técnico interino Silvio Baldini.
