O afastamento de Rogério Caboclo do comando da CBF devolveu à presidência interina da entidade um cartola conhecido pela eficiência em aceitar ordens de outros, sobretudo de Marco Polo Del Nero, ex-presidente da entidade banido do futebol pela Fifa.
O coronel Antônio Carlos Nunes de Lima, de 82 anos, volta ao comando da CBF pouco mais de dois anos após passar o cargo a Caboclo.
E, assim como da última vez, assume a função para substituir um presidente afastado por escândalo. Ninguém na entidade espera que haja qualquer mudança de rumo.
Pior, não há dúvidas de que Del Nero estará mais fortalecido e representado no ‘comando’ da entidade’ nos próximos 30 dias.
Nunes começou a segunda-feira como presidente interino da CBF após Rogério Caboclo ser afastado por 30 dias no domingo.
O cartola é acusado de assédio moral e sexual contra uma funcionária, o que ele nega.
Ainda nesta segunda-feira, uma reunião entre os oito vice-presidentes da CBF irá definir como será a gestão da entidade durante este período.
Coronel reformado da Polícia Militar do Pará, Antônio Carlos Nunes por décadas foi o homem forte do futebol de seu Estado – ele comandou a federação Estadual por seis mandatos -, mas nunca teve poder político em âmbito nacional. Na verdade, ficou marcado mais pelos deslizes e afrontas do que por qualquer outra coisa.
Nunes só chegou à presidência da CBF em 2016 após manobra política do então presidente Marco Polo del Nero, a quem o coronel já definiu publicamente como “amigo de muitos anos”.
Assim, sua presença hoje à frente da entidade é um reforço para Del Nero, que ainda se reúne em sua casa com os chefões atuais do futebol brasileiro.
Conteúdo Original / Fonte: METRÓPOLES