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ESTADOS

Amazônia registrou mais de um foco de fogo por minuto nos últimos dias

Por Metrópoles 28/08/2024 10:36
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Amazônia registrou 1.442 queimadas no domingo (24/8) e 1.988 na segunda-feira, totalizando 3.430 nos dois dias. Os dados equivalem a 1,19 queimada por minuto. No acumulado do ano, até a segunda-feira, o bioma soma 52.104 focos de calor, o que representa aumento de 81% ante os 28.787 contabilizados no mesmo período de 2023. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

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Victor Moriyama/Getty Images

O Brasil tem registrado problemas recentes em várias regiões, com nuvens de fumaça se espalhando por vários estados. Além das situações localizadas, como grandes queimadas em São Paulo e em biomas como Cerrado e Pantanal, a fumaça pode ter influência dos incêndios no Norte do país.

Os últimos dias fazem parte de quase uma semana em que o fogo está em alta na Amazônia. Na quarta-feira (21/8), houve 1.635 queimadas. Na quinta, o número caiu para 924. No entanto, depois disso, acelerou novamente. Os satélites do Inpe identificaram 1.659 pontos com fogo, sendo 1.265 no sábado.

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No ano, mesmo antes de terminar, agosto já é o mês com mais queimadas: 27.181. Até então, julho era o detentor da marca, com 11.434 registros. Embora o número atual seja muito elevado, o comportamento de crescimento é esperado, pois ele segue um padrão.

Historicamente, a base de dados de queimadas do Inpe, iniciada em junho de 1998, mostra um padrão anual no qual o fogo aumenta a partir de junho, tem pico em setembro e depois decresce. O comportamento acompanha o verão amazônico, período de mais seca na região.

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No domingo, em entrevista coletiva, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do ClimaMarina Silva, destacou algumas das ações do governo federal para conter o fogo.

“O que temos aqui é um governo que já tem uma situação que já está trabalhando há mais de dois meses, uma série de medidas que vem sendo tomada, inclusive do ponto de vista legal, diminuindo o interstício para a contratação de brigadistas, mudando a legislação para apoio externo, caso seja necessário”, pontuou a titular do Meio Ambiente.

Fumaça

espalhamento da fumaça das queimadas pelo Brasil fez o assunto ganhar destaque na cobertura da imprensa.

A partir do domingo, a poluição tomou a paisagem do Distrito Federal, de Goiás e do interior de Minas Gerais. Imagens de satélite do Inpe mostram o deslocamento da fumaça originada pelas queimadas na Amazônia para as demais regiões do Brasil.

Gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), André Amorim explica que a fumaça que avançou para o centro do Brasil teve relação com a frente fria que atuava no Sul do país.

“Tivemos a soma de mudança na fluxo das correntes de vento das regiões Norte e Sudeste do Brasil, somando com as nossas fumaças de nossas queimadas aqui, virou aquilo que pudemos observar no domingo. A frente fria criou uma barreira, com isso o fluxo de ventos começou a correr pelo centro do Brasil”, explicou.

Seca

As queimadas na Amazônia e em outras regiões do Brasil encontram um ambiente propício. O Distrito Federal e outras 16 unidades da Federação passam pela pior estiagem registrada em 44 anos, conforme o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Os 16 estados afetados pela seca são: Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Pará, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Piauí, Maranhão e Tocantins.

O próprio Cemaden identificou 3.782 dos 5.570 municípios brasileiros sob algum grau de estiagem. Os que estavam no nível mais grave, o de estiagem extrema, são 404.

O cenário a que chegamos tem relação com o que aconteceu em 2023. “A seca do ano passado foi impulsionada por um conjunto de fenômenos climáticos que se retroalimentaram de certa forma. O El Niño, que é um fenômeno climático que naturalmente faz com que o período seco seja mais severo do que o normal (…), em 2023 foi severo. E ele também foi impactado pelas altas temperaturas do Planeta Terra”, explica a diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar.

Conteúdo Original / Fonte: Metrópoles
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