“Pelado da Dinha” e “Dos Santos” eram os dois últimos presos que permaneciam no município onde ocorreu o crime. Amarildo da Costa de Oliveira, o “Pelado”, e o estrangeiro “Colômbia”, investigado por uso de documento falso, foram recambiados para capital amazonense no dia 9 de julho.
Investigação
Nesta sexta-feira (22), o MPF entendeu que os três envolvidos na morte devem ser julgados por duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
No documento enviado à Justiça, o MPF argumenta que Amarildo e Jefferson confessaram o crime. Diz ainda que a participação de Oseney, apesar de negar envolvimento no crime, foi mencionada em depoimentos de testemunhas.
De acordo com o MPF, já havia registro de desentendimentos entre Bruno e Amarildo por pesca ilegal em território indígena. O que motivou os assassinatos foi o fato de Bruno ter pedido para Dom fotografar o barco dos acusados, o que é classificado pelo órgão federal como motivo fútil e pode agravar a pena dos réus.
A denúncia do MPF aponta ainda que Bruno foi morto com três tiros, sendo um deles pelas costas, sem qualquer possibilidade de defesa, o que também qualifica o crime. Já Dom foi assassinado apenas por estar com Bruno, de modo a assegurar a impunidade pelo crime anterior.