Antigo servidor do detran morre em ataque planejado por facção

Polícia concluiu que ex-servidor do Detran foi morto por vingança criminosa.

Por Redação ContilNet 17/04/2026 às 09:12

A PolĂ­cia Civil do Acre (PCAC) encerrou as investigações sobre a execução brutal de Michael John Damascena de Almeida, o “Baiano”. O ex-servidor do Departamento de Trânsito (Detran-AC), de 33 anos, foi morto em outubro de 2025 no bairro Bela Vista, em Assis Brasil, em um crime que revelou a face violenta da disputa entre facções criminosas na regiĂŁo de fronteira.

A Motivação do Crime

Segundo a Delegacia-Geral de Assis Brasil, Michael não era um alvo aleatório. O inquérito aponta que:

  • HistĂłrico com Facções: A vĂ­tima possuĂ­a ligações com uma organização criminosa.

  • Ataque Anterior: No passado, “Baiano” teria participado de ataques diretos contra uma das lideranças de um grupo rival.

  • Vingança Orquestrada: Essa agressĂŁo prĂ©via o colocou na “lista negra” dos adversários, que planejaram sua morte como uma forma de retaliação e afirmação de poder.

Com informações do Metrópoles.

O Modus Operandi

O crime foi marcado pela frieza e pelo uso de falsas identidades:

  1. InvasĂŁo: Cinco homens encapuzados invadiram a residĂŞncia onde Michael estava.

  2. Falsos Policiais: Os criminosos se apresentaram como policiais para confundir a vĂ­tima e testemunhas antes de efetuarem diversos disparos.

  3. Execução: Michael morreu no local, sem chance de defesa.

Desdobramento das Prisões

O trabalho de inteligência da PCAC permitiu a identificação de oito envolvidos no planejamento e execução do homicídio:

  • Capturados: Seis alvos já foram localizados e presos (trĂŞs em Assis Brasil, dois em Rio Branco e um em Epitaciolândia).

  • Foragidos: A polĂ­cia continua as buscas por outros dois suspeitos que já possuem mandados de prisĂŁo preventiva expedidos.

A conclusão do caso reforça o combate à criminalidade organizada no interior do estado, especialmente em zonas de fronteira como o Alto Acre, onde as disputas territoriais entre grupos rivais têm sido alvo constante das forças de segurança.

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