05/09/2026

Laudo descarta estupro e aponta asfixia em morte de bebê de 10 meses

Exames da Perícia Forense do Ceará não encontraram material genético dos suspeitos

Por Redação ContilNet
Laudo pericial diz que bebê de 10 meses morreu asfixiada e que não houve estupro. — Foto: Governo do Ceará/Reprodução

A investigação sobre a trágica morte de uma bebê de apenas 10 meses de idade, ocorrida na última segunda-feira (13) em Fortaleza, sofreu uma reviravolta jurídica e técnica contundente. O laudo pericial oficial detalhou que a criança não foi vítima de estupro de vulnerável, contrapondo os indícios iniciais apontados pelo relatório do hospital particular onde a vítima recebeu o atendimento de emergência.

O parecer emitido pelas autoridades científicas altera de forma profunda a capitulação do inquérito e modifica as estratégias das defesas e da acusação.

A Causa da Morte: A análise necroscópica confirmou que a parada cardiorrespiratória da menor decorreu de asfixia mecânica, validando elementos trazidos pelos advogados dos envolvidos.

Exames laboratoriais negativos, prisão preventiva e tese de sufocamento

O direcionamento inicial do caso mobilizou o aparato de segurança sob forte tensão. De acordo com os dados técnicos e as notas oficiais compartilhados pelo portal de notícias G1, os testes biológicos realizados nas amostras coletadas do corpo da criança resultaram negativos para a presença de substâncias entorpecentes, álcool ou sêmen.

Conforme os despachos da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) e os dados detalhados na cobertura do G1, o andamento do caso estrutura-se sob os seguintes marcos:

  • Ausência de DNA: O jornalismo do G1 destaca que os exames moleculares da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) descartaram a presença de material genético dos dois homens detidos no corpo da bebê;

  • Prisões Mantidas: Os suspeitos, identificados como Francisco Ray Rodrigues Magalhães (namorado da mãe) e Roberto Levy Oliveira Magalhães (primo de Ray), tiveram suas prisões em flagrante convertidas em preventivas pelo Poder Judiciário;

  • Mudança de Tipificação: Em nota enviada ao G1, a Polícia Civil informou que as detenções iniciais basearam-se no relatório assinado por quatro médicos pediatras e dois cardiologistas do hospital, mas que agora o caso é tratado formalmente como homicídio culposo (quando não há a intenção de matar);

  • Esmagamento Acidental: Conforme a defesa dos suspeitos informou ao G1, a asfixia corrobora a versão de que Roberto Levy, alcoolizado, teria deitado na cama e esmagado acidentalmente a criança com o peso do próprio corpo.

A mãe da bebê, que estava na residência no momento do ocorrido, inicialmente acreditou que a filha estivesse engasgada e tentou acionar o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. Diante da demora no deslocamento do socorro, ela conduziu a filha por meios próprios até a unidade de saúde. Através de nota jurídica, a defesa da mãe comunicou que monitorará o inquérito de forma rigorosa e buscará a responsabilização legal daqueles que disseminaram notícias falsas e calúnias envolvendo a família durante o início das apurações.

FAQ

O que apontou o laudo da perícia sobre a morte da bebê em Fortaleza?

O exame sexológico da Pefoce constatou que não houve violência sexual, apontando a asfixia mecânica como a causa real do óbito da criança.

Qual a tipificação criminal que a Polícia Civil do Ceará adotou para o caso?

Segundo dados fornecidos pelo G1, a Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente passou a tratar o inquérito como homicídio culposo.

Quem são os homens que foram presos em flagrante pelas autoridades?

Conforme o boletim da SSPDS, foram presos Francisco Ray Rodrigues Magalhães e Roberto Levy Oliveira Magalhães, que permanecem sob custódia preventiva.

Acompanhe a conclusão dos depoimentos testemunhais na delegacia especializada, confira os relatórios complementares de balística e local de crime e monitore as manifestações do Ministério Público do Estado do Ceará. Fique por dentro de todas as notícias sobre segurança pública, decisões do Poder Judiciário, atualidades e direitos em nossa cobertura diária.

Conteúdo Original / Fonte: Ascom

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