Seis anos depois da morte de Wesner Moreira da Silva, em um lava-jato, os acusados vão a júri popular quinta-feira (30), em Campo Grande. O adolescente morreu depois que Willian Enrique Larrea e Thiago Giovanni Demarco Sena introduziram uma mangueira de ar comprimido no corpo da vítima, em fevereiro de 2017.
Thiago, dono do lava-jato, e Wilian, funcionário do estabelecimento na época, serão submetidos a julgamento da 1ª Vara do Tribunal do Júri. Ao g1, a mãe do jovem pediu justiça e disse que espera pena máxima aos acusados.
“Espero que tenham a pena máxima, isso é o que o coração da mãe pede. Por que mataram e violentaram? Acabaram com o sonho de um menino que nunca fez mal para ninguém, pelo contrário, fazia o bem para eles”, disse Marisilva Moreira da Silva.
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Marisilva pede justiça pela morte do filho — Foto: Cristiano Arruda
Marisilva relatou ainda que na época os acusados alegaram que era uma ‘brincadeira’ e acharam que nada aconteceria. Ela lembra da brutalidade do caso, “meu filho só queria trabalhar e ajudar em casa”. Wesner faria 24 anos em junho deste ano.
A mãe da vítima afirma que está confiante que a justiça será feita e que os acusados serão condenados pelo crime. “Eles achavam que não ia acontecer, que eles não iam ser presos. Eles não podem tirar a vida porque eles não são ninguém. Estamos aqui firmes”.
Relembre o caso
Wesner perdeu parte do intestino ao ser agredido com uma mangueira de ar comprimido pelo ânus. Segundo a polícia, não houve introdução, mas a força do ar devastou os órgãos. Depois de 11 dias internado na Santa Casa de Campo Grande, o adolescente morreu em consequência de uma complicação no esôfago que ocasionou perda de líquido e sangue.
Enquanto esteve no hospital, o adolescente contou para a família detalhes sobre a agressão, disse que perdoava os suspeitos, mas pediu que eles fossem presos, segundo a família.
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Dono de lava jato e funcionário são acusados de abuso — Foto: Flávia Galdiole/ TV Morena
Na época, o dono do lava-jato Thiago Demarco Sena e o colega William Henrique Larrea disseram que tudo foi uma “brincadeira” e a polícia entendeu que não houve conotação sexual, por isso, o caso foi registrado como lesão corporal. Antes de morrer, Wesner negou que tratou de brincadeira.
