Homem que foi filmado ao atirar e matar namorada enfrenta novo júri
Diego Fonseca Borges, de 30 anos, responde pelo feminicídio de Ielly Gabriele Alves, de 26; o primeiro júri havia sido cancelado após manifestações da plateia.
O acusado de assassinar a ex-namorada a tiros, Diego Fonseca Borges, de 30 anos, enfrenta o Tribunal do Júri na Comarca de Jataí (GO) após a anulação do primeiro julgamento.
De acordo com as informações apuradas pelos jornalistas João Paulo Nunes e Carlos Carone para o portal METRÓPOLES, a vítima, Ielly Gabriele Alves, de 26 anos, gravou o próprio homicídio com a câmera do telefone celular no dia 4 de novembro de 2023.
“A primeira sessão do júri em dezembro de 2025 foi cancelada após a plateia aplaudir o promotor, o que levou a defesa a alegar contaminação dos jurados e abandonar o plenário”, detalhou a reportagem de João Paulo Nunes e Carlos Carone no METRÓPOLES.
Premeditação, dinâmica do crime e histórico de violência doméstica
Conforme detalhado pela cobertura de João Paulo Nunes e Carlos Carone no METRÓPOLES, as apurações da Polícia Civil apontam um crime premeditado:
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Histórico de Agressões: O casal permaneceu junto por 1 ano e 7 meses e estava separado há 10 dias. O inconformismo com o término motivou o réu, que já tinha histórico de violência doméstica.
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Ameaças Anteriores: No dia do crime, Diego esperou Ielly na casa da família dela e puxou seu cabelo durante o almoço, afirmando que a jovem “estava sabendo demais” sobre a compra de uma arma.
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O Momento do Disparo: O acusado levou a vítima para uma estrada erma no Assentamento Guadalupe. Ielly filmava a conversa em tom descontraído quando Diego apontou o revólver não registrado (adquirido por R$ 7 mil) e disparou.
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Encontro do Vídeo: A Polícia Civil de Goiás localizou o arquivo no celular de Ielly, descartando a versão inicial do acusado de que a jovem teria sido atingida por homens em uma moto.
Por que o julgamento de Diego Fonseca Borges precisou ser refeito?
O julgamento marcado para dezembro de 2025 foi cancelado porque a plateia aplaudiu o promotor de acusação, fazendo a defesa alegar contaminação do conselho de sentença e retirar-se do plenário.
Como a Polícia Civil descobriu que Diego era o autor do feminicídio?
A Polícia Civil encontrou no telefone celular de Ielly Gabriele o vídeo gravado por ela mesma que mostrava Diego apontando a arma e efetuando o disparo fatal.