Mãe, padrasto e proprietário rural são presos após menino de 10 anos ser atingido por tiro
Investigação da PCGO desmonta versão de disparo acidental e aponta indícios de tentativa de homicídio e agressões.
A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) efetuou a prisão da mãe, do padrasto e do proprietário da residência onde um menino de 10 anos foi gravemente ferido por disparos de arma de pressão (chumbinho), em Palmeiras de Goiás. Os três detidos são investigados por suspeita de tentativa de homicídio.
Conforme apurado pela jornalista Larice de Paula para o portal Metrópoles, o caso, corrido em 14 de setembro, era tratado inicialmente como um disparo acidental. No entanto, os laudos periciais e o avanço das investigações colocaram em dúvida a narrativa apresentada pela família.
Perícia aponta incompatibilidade e identifica três projéteis na cabeça
De acordo com o depoimento inicial da mãe, a criança estaria manuseando a espingarda em um dos quartos quando ocorreu o disparo. Contudo, a perícia da PCGO constatou que a espingarda de cano longo exige recarga manual a cada tiro, demandando um esforço físico incompatível com a capacidade de um menino de 10 anos.
Além disso, exames médicos revelaram que a vítima tinha três projéteis alojados na região da cabeça. Dois chumbinhos foram retirados em procedimento cirúrgico, enquanto o terceiro permaneceu devido aos riscos associados à remoção. Diante dos achados, a corporação passou a apurar possíveis agressões anteriores contra a criança.
Acidente de trânsito durante o socorro
Durante o transporte inicial da vítima rumo ao atendimento hospitalar, o veículo em que estavam a mãe, o padrasto e o menino sofreu um capotamento na rodovia. O resgate foi efetuado pelo Corpo de Bombeiros de Goiás.
A criança deu entrada primeiramente no Hospital Municipal Natalino Alberto de Morais e, em razão do quadro crítico, foi transferida de helicóptero para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. A arma foi apreendida pela polícia para continuidade dos exames balísticos.
“A espingarda de cano longo utilizada no caso exige recarga manual a cada disparo e demanda esforço físico considerado incompatível com a capacidade de uma criança de 10 anos”, aponta a reportagem de Larice de Paula no Metrópoles.
Por que a Polícia Civil de Goiás prendeu a mãe e o padrasto do menino?
Segundo apuração de Larice de Paula no Metrópoles, a prisão ocorreu após a perícia identificar três projéteis na cabeça da criança e apontar que ela não teria força física para manusear a arma, descartando a versão de acidente.
Para onde a criança foi transferida após o acidente de carro no trajeto?
Conforme relata Larice de Paula no Metrópoles, após o capotamento do veículo e atendimento inicial, o menino foi levado de helicóptero para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia.