Mercado no DF é investigado por furto de energia após dívida de R$ 90 mil

Um supermercado é alvo de investigação por furto de energia elétrica após acumular débito de R$ 90 mil e fazer ligação clandestina.

Por Redação ContilNet 17/07/2026 às 08:23
Divulgação PCDF

Estabelecimento no Riacho Fundo II utilizava ligação clandestina e acionava gerador próprio para despistar a fiscalização.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga um supermercado localizado no Riacho Fundo II pelo crime de furto de energia elétrica. O estabelecimento vinha operando de forma irregular após acumular uma dívida expressiva com a concessionária de eletricidade local.

O caso, investigado em detalhes pelos jornalistas Carlos Carone e Jaqueline Fonseca para o portal Metrópoles, foi parar na 29ª Delegacia de Polícia após uma denúncia formal feita pela própria dona do imóvel. Ela havia arrendado o ponto comercial para um casal que administra o negócio há cerca de cinco anos.

O esquema do “medidor reserva” e ligação clandestina

De acordo com os registros policiais, o fornecimento regular de luz do comércio foi cortado devido a um débito acumulado de R$ 90 mil. No entanto, antes que o desligamento oficial acontecesse, os responsáveis pelo supermercado solicitaram à concessionária a instalação de um segundo medidor sob a justificativa de que seria uma unidade “reserva” para emergências.

Assim que a fiação antiga foi desativada por inadimplência, o casal passou a usar o novo medidor para manter o mercado funcionando sem quitar o valor pendente.

Ao descobrir a manobra, a proprietária do prédio transferiu a titularidade da nova conta para o seu nome e exigiu a retirada imediata do aparelho.

Mesmo sem o relógio oficial, o mercado não interrompeu as atividades. A equipe de investigação da 29ª DP constatou que os comerciantes criaram uma ligação direta e clandestina na rede elétrica o popular “gato”.

Para evitar flagrantes, o comércio utilizava um gerador de energia próprio, que as testemunhas relatam ser acionado apenas nos momentos em que equipes de fiscalização apareciam na rua.

Operação Alta Voltagem

A PCDF deflagrou a Operação Alta Voltagem com o objetivo de colher novas provas e responsabilizar criminalmente os envolvidos pelo furto qualificado.

Até o momento, as autoridades não divulgaram o montante total de energia desviada durante o período da fraude. O nome do supermercado é mantido sob sigilo para não atrapalhar o andamento do inquérito policial.

Perguntas frequentes sobre o furto de energia no Riacho Fundo II

Como o mercado no Riacho Fundo II continuava com luz após o corte?

Os administradores instalaram um medidor de energia considerado “reserva” antes do corte oficial. Posteriormente, quando esse medidor foi removido, eles criaram uma ligação clandestina direta (gato) ligada à rede de distribuição de eletricidade da rua.

Qual era o valor da dívida do supermercado investigado pela PCDF?

O estabelecimento comercial acumulava uma dívida pendente de R$ 90 mil com a empresa de fornecimento de energia antes de ter o serviço oficialmente interrompido.

Qual a punição para o crime de furto de energia comercial?

O furto de energia é enquadrado no artigo 155 do Código Penal brasileiro. Quando há destruição de obstáculo ou fraude (como adulteração de relógio ou ligação direta), o crime é considerado qualificado, com pena que pode chegar a até 8 anos de reclusão, além de multa e obrigatoriedade de ressarcimento dos valores desviados.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet

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