Mulher de 51 anos é presa em flagrante por extorquir ex-companheiro e mãe idosa
Investigada usava ameaças de agressão e falsas ligações com facções criminosas para coagir vítimas a realizar transferências bancárias; ela já respondia por episódios semelhantes.
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu em flagrante, na última segunda-feira (3/8), uma mulher de 51 anos acusada de transformar seus antigos relacionamentos amorosos em um esquema contínuo de extorsão. A prisão foi efetuada por agentes da 166ª DP (Angra dos Reis).
De acordo com as informações apuradas pela colunista Mirelle Pinheiro para o portal METRÓPOLES, a suspeita direcionou as cobranças à mãe idosa de um ex-parceiro e fazia ameaças frequentes de mandar integrantes de facções criminosas agredirem a família caso os pagamentos não fossem efetuados.
“Com medo, o ex-companheiro e a mãe dele realizaram diversos depósitos que somaram aproximadamente R$ 3 mil. A investigada já organizava seus pertences para deixar o imóvel quando foi localizada pelos policiais”, destacou a apuração realizada por Mirelle Pinheiro no METRÓPOLES.
Flagrante em residência, histórico criminal e tática de coerção
Conforme acompanhado e detalhado pela jornalista Mirelle Pinheiro no METRÓPOLES, as apurações demonstraram que o comportamento da investigada era reincidente:
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Ação da Família: A prisão ocorreu após a filha da idosa impedir uma nova transferência. A suspeita ameaçou agredir a testemunha e, em seguida, um suposto agiota ligou de número restrito reforçando a cobrança.
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Provas Apresentadas: As vítimas compareceram à delegacia munidas de comprovantes de PIX e transferências bancárias, permitindo a atuação rápida da equipe policial.
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Histórico de Ocorrências: A investigada possui antecedentes por extorsão, lesão corporal e denunciação caluniosa. Em outro caso, ameaçou expor um relacionamento à família da vítima para obter vantagem financeira.
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Autuação: A mulher foi autuada em flagrante pelo crime de extorsão. As investigações continuam na 166ª DP para identificar se outras pessoas foram vítimas do mesmo esquema.
Como funcionava o esquema de extorsão praticado pela investigada no Rio?
A mulher exigia dinheiro de ex-companheiros e de seus familiares vulneráveis, afirmando que contrataria integrantes de facções criminosas ou agiotas para agredi-los caso não fizessem os pagamentos.
Qual foi o valor extorquido apontado pelas investigações da 166ª DP?
Segundo levantado pela Polícia Civil e comprovado pelas vítimas com extratos bancários, a soma acumulada de transferências recentes chegou a cerca de R$ 3 mil.