Quadrilha especializada no clássico “golpe do paco” foi desarticulada pela 8ÂŞ DP na Cidade Estrutural; ao menos 10 pessoas já denunciaram o grupo.
Uma operação da 8ÂŞ Delegacia de PolĂcia (Cidade Estrutural) resultou na prisĂŁo em flagrante de quatro integrantes de uma associação criminosa especializada em aplicar fraudes financeiras no Distrito Federal e entorno. O grupo utilizava o clássico e ensaiado “golpe do paco” para enganar correntistas logo apĂłs saques em agĂŞncias bancárias e casas lotĂ©ricas.
A coluna Na Mira apurou a identidade dos quatro presos durante a ação policial realizada na segunda-feira (25/5):
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Roberto Barbosa dos Santos (trajava amarelo no momento da prisĂŁo)
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Landelino Mamedes de Lima (trajava blusa preta)
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Magali Costa Neves (trajava blusa rosa)
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Yasmin Neves da Silva (trajava top preto)
As autoridades decidiram divulgar as imagens dos suspeitos para encorajar e auxiliar na identificação de outras possĂveis vĂtimas. O canal para denĂşncias e registros de ocorrĂŞncias Ă© o telefone 197 da PolĂcia Civil (PCDF).
Como funcionava o teatro do “golpe do paco”
De acordo com as investigações da 8ÂŞ DP, os criminosos agiam com uma divisĂŁo de tarefas milimetricamente desenhada para passar credibilidade absoluta Ă s vĂtimas:
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A Perda Fake: Um dos golpistas andava na frente da vĂtima e simulava derrubar por descuido uma carteira ou um envelope cheio de dinheiro.
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O “Bom Samaritano”: Um segundo comparsa, fingindo ser um pedestre comum, pegava o envelope do chĂŁo na presença da vĂtima e sugeria que ambos devolvessem o item juntos.
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A Falsa Recompensa: O suposto dono do dinheiro reaparecia agradecido e prometia uma recompensa em dinheiro (geralmente R$ 400). No entanto, ele inventava que o pagamento sĂł ocorreria em um escritĂłrio privado onde era proibido entrar carregando bolsas, celulares ou pertences.
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O Golpe Final: O comparsa entregava suas prĂłprias coisas para dar o exemplo. Confiando na cena, a vĂtima deixava seus cartões, senhas, celular e documentos com os criminosos e se afastava para pegar o dinheiro. Nesse intervalo, a quadrilha fugia com todos os pertences reais da pessoa.
Prisões em flagrante e ficha criminal extensa
O cerco contra o grupo se fechou apĂłs os policiais flagrarem a quadrilha atuando em duas frentes no mesmo dia. Primeiro, o bando atacou duas pessoas na Cidade Estrutural, levando dinheiro, celulares e documentos. NĂŁo satisfeitos, os criminosos se deslocaram atĂ© Planaltina (DF), onde repetiram exatamente o mesmo roteiro contra outra vĂtima.
ApĂłs o monitoramento do veĂculo utilizado na fuga, a equipe policial interceptou o carro e localizou os pertences das vĂtimas recentes, alĂ©m de dezenas de cartões bancários e documentos de terceiros.
TrĂŞs dos quatro detidos possuem fichas criminais extensas. Juntos, eles somam dezenas de passagens por crimes contra o patrimĂ´nio.
Um dos investigados possui mais de 25 registros policiais em seu histórico e já acumulava, sozinho, pelo menos 15 mandados de prisão anteriores por crimes de estelionato.
Os suspeitos foram formalmente indiciados por organização criminosa e por dois crimes de estelionato consumado. O grupo segue sob investigação para apurar a participação em outros três casos semelhantes na região e em delegacias de outros estados.
O que Ă© o golpe do paco e como se proteger?
O golpe do paco Ă© um estelionato antigo no qual criminosos simulam a perda de um envelope de dinheiro e oferecem uma recompensa falsa para roubar os pertences que a vĂtima deixa como “garantia”. Para se proteger, nunca aceite recompensas financeiras de estranhos na rua e jamais entregue seus pertences a terceiros.
Onde os golpistas do DF costumavam abordar as vĂtimas?
A quadrilha monitorava e escolhia os seus alvos de forma estratĂ©gica na saĂda de agĂŞncias bancárias e casas lotĂ©ricas, logo apĂłs as pessoas efetuarem saques de dinheiro em espĂ©cie.
Fui vĂtima desse grupo na Estrutural, o que devo fazer?
A PolĂcia Civil do Distrito Federal solicita que qualquer pessoa que reconheça os suspeitos ou tenha caĂdo no golpe compareça Ă delegacia mais prĂłxima ou registre uma denĂşncia anĂ´nima atravĂ©s do telefone 197.


