O delegado da PF que conduziu a operação, Alan Vawner Nascimento, diz que a quadrilha tinha uma estrutura organizada, dividida por vários núcleos, incluindo o financeiro.
No caso da organização que atuava em Rondônia e Mato Grosso, o dinheiro ela lavado através de empresas de apostas, como a Rondo Esportes e a Pantanal Esportes.
Além do tráfico, a quadrilha atuava no comércio ilegal de armas de fogo e falsidade ideológica.
Bracelete de R$ 130 mil apreendido em operação — Foto: PF/Reprodução
Carga Prensada
A operação da PF foi iniciada na quarta-feira (15) nos estados de Rondônia, Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. Ao todo, 270 policiais cumpriram 45 mandados de prisão e 63 mandados de busca e apreensão.
Na ocasião, a Justiça de Vilhena (RO) autorizou o sequestro de 150 veículos, vários deles de luxo, pertencentes a organização criminosa com forte atuação nacional. Também foi autorizado o sequestro de uma aeronave, uma lancha e imóveis.
Segundo investigação da PF, os integrantes da quadrilha faziam o envio de grandes quantidades de cocaína de Rondônia, através de caminhões, para outros estados.
Desde o início da investigação, no final de 2019, mais de 2,5 toneladas de drogas da organização criminosa foram apreendidas pelas polícia, em ações conjuntas.
PF apreendeu carro de luxo durante operação Carga Prensada em RO — Foto: Divulgação/PF
Em Rondônia, os mandados da PF foram cumpridos em Espigão D’Oeste, Rolim de Moura, Ariquemes, Alta Floresta D’Oeste, São Miguel do Guaporé, Jaru e Nova Brasilândia.
A polícia diz que um dos suspeitos chegou a movimentar R$ 10 milhões em contas bancárias, dinheiro obtido através do tráfico de drogas e armas.