Vídeo mostra criança com necessidades sendo agredida pela família

Um menino de 10 anos com necessidades especiais foi retirado de casa após imagens revelarem agressões cometidas por familiares

Por Redação ContilNet 03/06/2026 às 09:07
Foto: Reprodução

Um vídeo chocante gravado dentro da residência mobilizou o Conselho Tutelar e a Polícia Civil na região de Maringá; familiares tentaram justificar o ato.

Uma denúncia de extrema gravidade chocou os moradores do município de Paiçandu, na região metropolitana de Maringá. Um menino de apenas 10 anos, que possui necessidades especiais e frequenta a APAE, foi urgentemente afastado do convívio familiar. A medida protetiva foi tomada após a divulgação de um vídeo que registra o garoto sendo agredido dentro da própria casa.

O caso provocou forte repercussão e revolta nas redes sociais devido à extrema vulnerabilidade da vítima. A apuração policial aponta que as agressoras que aparecem nas imagens são a avó paterna e uma tia paterna do menino, que eram justamente as responsáveis legais por seus cuidados diários.

Atuação imediata da rede de proteção e discursos de justificativa

O Conselho Tutelar tomou conhecimento oficial da situação no dia 29 de maio, assim que as imagens vieram à tona. A reação para resguardar a integridade física e psicológica do menor foi imediata.

Conforme as informações apuradas pelo jornalista Thiago Danezi e publicadas pelo portal GMC ONLINE, o menino foi retirado do ambiente de violência e entregue a outro familiar responsável.

A conselheira tutelar Rosiane Pires confirmou que todas as medidas legais, incluindo o registro de boletim de ocorrência e o encaminhamento ao Ministério Público, foram efetuadas, além da realização de uma escuta especializada com psicóloga da delegacia.

Para ver o vídeo CLIQUE AQUI.

A avó paterna detinha a guarda judicial da criança desde o ano de 2024, após o núcleo familiar passar por problemas que levaram o menino e suas irmãs a um acolhimento institucional provisório na época.

Questionados sobre o teor violento do vídeo, os parentes tentaram argumentar que o garoto estaria “nervoso” e que desobedecia a regras justificativa que foi prontamente rebatida pelo Conselho Tutelar, reforçando que nada legitima a violência contra uma criança.

Outras crianças são afastadas por segurança

O desdobramento da fiscalização revelou que o imóvel abrigava outros menores de idade. Diante do cenário de risco iminente evidenciado no vídeo, a rede de proteção achou necessário estender o acolhimento.

Os filhos da tia do menino, que também residiam na mesma casa com a avó, foram preventivamente retirados do local. Eles permanecerão sob os cuidados de abrigos ou parentes seguros até que o inquérito policial seja totalmente concluído pelas autoridades competentes e as responsabilidades criminais sejam devidamente atribuídas.

O que aconteceu com a criança com necessidades especiais em Paiçandu?

O menino de 10 anos foi agredido fisicamente pela avó e pela tia dentro de casa. O caso foi descoberto após um vídeo das agressões circular nas redes sociais.

Quais medidas foram tomadas pelo Conselho Tutelar?

A criança foi afastada da residência de risco e entregue a outro familiar seguro. Um boletim de ocorrência foi registrado e o caso foi encaminhado ao Ministério Público.

A avó já tinha histórico de guarda da criança?

Sim, a avó paterna possuía a guarda judicial da criança desde 2024, após o garoto e suas irmãs passarem por um período de acolhimento institucional.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet

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