77 milhões de pessoas morreriam se esperássemos a imunidade de rebanho

Por Marina, ContilNet 25/10/2020 Ă s 09:10
Aerial view of coffins being buried at an area where new graves have been dug at the Parque Taruma cemetery, during the COVID-19 coronavirus pandemic in Manaus, Amazonas state, Brazil, on April 21, 2020. - Graves are being dug at a new area of the cemetery for suspected and confirmed victims of the COVID-19 coronavirus pandemic. (Photo by MICHAEL DANTAS / AFP)

A comunidade científica não tem poupado esforços para combater falácias e fake news sobre o novo coronavírus. Nesta última semana, Soumya Swaminathan, diretora científica da Organização Mundial de Saúde (OMS), declarou que a estratégia de imunidade de rebanho é ineficaz e perigosa.

Segundo ela, se esperássemos pela imunização coletiva, teríamos um resultado catastrófico: cerca de 1% da população mundial morreria. Para quem desconhece do termo, o alergista Guilherme Pulici, conceitua:

“A imunidade de rebanho Ă© uma condição, um termo utilizado na imunologia, que diz respeito a situação em que uma grande parte da população já contraiu a doença e isso acaba diminuindo a propagação da mesma. Ou seja, a maioria das pessoas já pegou doença, está imune e nĂŁo contrai e nem transmite a doença”, diz.

Portanto, a imunidade de rebanho estaria consolidada quando grande parte das pessoas já tivessem sido contaminadas. Desta maneira, através da imunização coletiva, o restante da população estaria protegido. Essa estratégia, tratando-se do novo coronavírus, torna-se ineficaz com o tempo.

“NĂłs nĂŁo sabemos por quanto tempo ela dura (imunidade do coronavĂ­rus). Estamos falando de vĂ­rus RNA, com capacidade de mutação desconhecida, por isso existem subtipos do vĂ­rus já circulando no mundo e casos de reinfecção. Portanto, somente o tempo será capaz de dizer se a imunidade do coronavĂ­rus Ă© duradoura e por quanto tempo vai durar” disse Pulici.

O médico ainda alerta sobre o grande número de negacionistas, grupo que vem crescendo e recebendo apoio nas redes sociais. Estes são responsáveis por muitas das fake news que a comunidade científica tem combatido.

“NĂŁo há o que se discutir. O conhecimento cientĂ­fico Ă© adquirido com muito estudo e metodologia especĂ­fica. Isso demanda tempo e dinheiro. A melhor saĂ­da, portanto, Ă© ignorá-los.”

Conteúdo Original / Fonte: NATAN DI FRANÇA, PARA CONTILNET

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