
Secretário de Saúde, Gemil Junior
Quem procurou atendimento no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) neste último fim de semana se deparou com algo além da demora padrão, já que o único médico plantonista se ausentou para atender as urgências. Durante boa parte do tempo do último sábado (7) não havia médicos, e os pacientes que procuraram aquela unidade, mesmo os que estavam em estado grave, tiveram que ser removidos para outros hospitais. A afirmação é de um dos servidores da própria Secretaria de Saúde; ele pediu para não ter o nome revelado.
De acordo com o servidor, durante a tarde de sábado o Huerb estava a imagem do caos com pacientes agonizando, esperando horas para serem atendidos e funcionários, enfermeiros e auxiliares de enfermagens sendo pressionados para resolverem a situação, mas sem condições.
“O mais complicado é que os servidores estavam sem saber o que fazer, pois os representantes da direção do hospital nem ao menos atendiam as chamadas de celulares e não havia médicos. Vimos que foi preciso que ambulâncias fossem lá e removessem pacientes. Não eram pacientes ambulatoriais, eram pacientes em estado de urgência, pacientes que só uma avaliação médica diria se o caso poderia evoluir para uma emergência, havia também idosos e pessoas com pressão altíssima”, relata a fonte.
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A respeito da falta de médicos no Huerb, o secretário de Saúde, Gemil Salim Junior, negou que o hospital tenha ficado sem médico, e afirmou que um foi destacado para atender os casos de emergência. Segundo o secretário, o atendimento voltado apenas para as emergências é uma forma de conscientizar a população sobre os casos que realmente são de competências do Huerb.
“Estamos com médicos, sim, lá. As pessoas estão confundindo médicos do ambulatório com médicos de urgência. Estamos fazendo esse trabalho para que as pessoas utilizem as Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) ou postos de saúde”, afirma.
O diretor do Huerb, Fabricio Lemos, disse que a falta de médicos foi pontual e temporária. “A falta de médico na sexta foi em decorrência da ausência de médico para suprir a carga horária e por estarmos com um médico com problema de saúde, e esse médico tem mais de 70 horas semanais com a gente”, declara Lemos.
