Projeto do TJAC capacita adolescentes como mediadores de conflitos

Por Everton Damasceno, ContilNet 30/12/2021 Ă s 11:19

Melhorar a convivĂȘncia na comunidade escolar, tratar os possĂ­veis casos de violĂȘncia ocorridos e ainda mostrar que uma das soluçÔes para evitar os conflitos Ă© o diĂĄlogo. Essas sĂŁo as metas do Projeto Mediação de Conflitos nas Escolas. A ação Ă© realizada pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de ViolĂȘncia DomĂ©stica e Familiar (COMSIV), do NĂșcleo Permanente de MĂ©todos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC) e pelo programa Justiça ComunitĂĄria.

O projeto Ă© promovido em etapas, que vĂŁo desde a sensibilização da comunidade escolar, instalação de um centro de medição no colĂ©gio, atĂ© a avaliação da experiĂȘncia. A primeira edição do projeto foi lançada em outubro de 2019, desenvolvida no ColĂ©gio Militar Dom Pedro II e em dezembro do mesmo ano foi finalizada a capacitação de 36 alunos. Contudo, com a pandemia da COVID-19, essa atividade foi suspensa.

A Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esportes (SEE) e o Corpo de Bombeiros também são parceiros na atividade. Tanto que o subcomandante Geral do Corpo de Bombeiros do Acre, coronel Charles Santos agradeceu a parceira e ressaltou os benefícios da ação social.

“Temos que exercer a mediação todos os dias e nada mais proveitoso do que fazer isso com jovens. Jovens esses que estĂŁo justamente dentro de bairros perifĂ©ricos. E com isso tivemos a possibilidade de conhecĂȘ-los melhor e trazer possĂ­veis soluçÔes, possĂ­veis saĂ­das. Foi muito proveitoso para aquelas crianças que sĂŁo multiplicadoras, sĂŁo sementes multiplicadoras de conhecimentos, sementes multiplicadoras de dias melhores para aquela população interna”, comentou o coronel.

Atender jovens nas periferias

As atividades do projeto disseminaram a cultura da pacificação social, redução da pråtica de atos violentos no contexto da família e da comunidade escolar e, principalmente, a inclusão de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

Para a educadora Eleni Angélica Rodrigues Batista, que foi coordenadora de Ensino do Colégio Militar Dom Pedro II, na época do projeto, a conscientização e sensibilização dos alunos foi essencial, especialmente, diante da cultura atual com seus desafios e mudanças.

“Os alunos saĂ­ram conscientes de seus valores, de seus deveres, conscientes de para onde eles devem correr quando precisar de ajuda. Eles saĂ­ram conscientes atĂ© de Educação Financeira, porque foi um projeto muito encorpado. Eu tenho 22 anos de educação e nunca tinha visto um tĂŁo conciso e tĂŁo abrangente”, comentou a profissional.

O major Craveiro, que foi diretor do Colégio quando o projeto aconteceu destacou a importùncia da construção conjunta de processos educativos extracurriculares que preparem as crianças, adolescentes e jovens para os contextos sociais que os circundam.

“A parceria do Tribunal de Justiça com o ColĂ©gio Militar Dom Pedro II foi muito importante para que esses alunos venham a desenvolver conhecimento e crescer com certo apoio desses ĂłrgĂŁos. O Tribunal de Justiça tem muito conhecimento, juĂ­zes vieram dar palestra, foi muito grandioso a passagem de conhecimento destes instrutores, que levaram essas crianças a ampliar seus conhecimentos”, disse Craveiro.

Multiplicadores

Além disso, alunos, professores e gestores tornam-se multiplicadores dos conhecimentos, sendo agentes de mediação e desenvolvem mecanismos próprios de resolução de conflitos, por meio do diålogo, participação social e efetivação dos direitos humanos.

As alunas e participantes do projeto, Gabriella Dias e Geovana Rocha revelam quais foram os conhecimentos adquiridos: “AtravĂ©s do Projeto de Mediação de Conflitos, fruto de uma parceria entre o Tribunal de Justiça e a escola, podemos compreender a importĂąncia do mediador, que assume entre os interlocutores uma posição de imparcialidade e facilita a comunicação das pessoas, visando a resolução de conflitos. Esse projeto me ajudou a desenvolver habilidades de liderança e me ajudou a resolver os conflitos entre as pessoas”.

ConteĂșdo Original / Fonte: ASCOM

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