Abate de bovinos no Acre ultrapassa marca de 400 mil cabeças em 2026
O Acre ultrapassou a marca de 400 mil cabeças de bovinos abatidas em 2026. Dados divulgados pela Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (Faeac) mostram que, entre janeiro e julho, foram abatidos 400.009 animais no estado, um crescimento de 5,5% em comparação com o mesmo período de 2025.
Somente no mês de julho, foram registradas 62.011 cabeças abatidas, representando uma alta de 13,4% em relação ao mês anterior. O levantamento aponta para o fortalecimento da indústria frigorífica no estado e para a capacidade do Acre de ampliar o processamento da produção bovina local.
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Os dados mostram ainda que as fêmeas representaram a maior parte dos animais abatidos em julho, com participação de 57,5%, enquanto os machos corresponderam a 42,5%. A maior concentração de abates ocorreu entre bovinos com mais de 36 meses, responsáveis por 52,7% do total, seguidos pelos animais entre 25 e 36 meses, com 38,5%.
Além do aumento no número de abates, o mercado bovino acreano também registrou valorização nos preços dos animais de reposição. Entre 8 de julho e 11 de agosto, o boi magro passou de R$ 3.600 para R$ 4.100. A novilha de 18 meses subiu de R$ 2.400 para R$ 2.600, enquanto o preço da vaca solteira avançou de R$ 2.680 para R$ 3.000.
Segundo o boletim, a valorização acompanha o movimento de alta da arroba bovina no mercado nacional, que vem influenciando diretamente os preços praticados no Acre. As cotações do boi gordo permaneceram mais estáveis durante julho, mas passaram a apresentar uma aceleração na alta a partir do fim do mês, alcançando os maiores patamares em agosto.
Outro ponto destacado no levantamento é a saída de bovinos vivos do estado. De janeiro a julho, foram registradas 218.488 cabeças enviadas para outros destinos, volume 4,5% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 209.029 animais.
Apesar do crescimento no acumulado do ano, o boletim aponta uma desaceleração nas saídas nos últimos meses. Em julho, a queda foi de 28,11%, com 26.781 bovinos vivos deixando o Acre. Do total, 16.759 animais foram movimentados para o mesmo proprietário e 10.022 para proprietários diferentes.
O setor também apresentou avanço nas exportações de carne bovina. Entre janeiro e julho de 2026, o Acre exportou 4.041,4 toneladas do produto e movimentou US$ 21,5 milhões. No mesmo período do ano passado, foram 2.805,2 toneladas exportadas, com receita de US$ 12,5 milhões.
Os números reforçam o crescimento da participação da pecuária acreana no mercado externo e a expansão do processamento da produção dentro do próprio estado, agregando valor à cadeia produtiva.
Os dados fazem parte do informativo mensal de julho, divulgado pela Faeac na última quarta-feira (19) , com informações do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf/AC), além de dados do Comex Stat e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).