Acre é o 2º estado do Brasil com maior taxa de atendimento por sequelas da Covid
O impacto de longo prazo da infecção por coronavírus continua exigindo atenção da rede pública de saúde. De acordo com dados consolidados pelo Ministério da Saúde sobre o monitoramento das condições pós-covid, o Acre destacou-se ao ocupar o 2º lugar no ranking nacional ao registrar uma das maiores taxas de incidência proporcional de atendimentos por sintomas persistentes na Atenção Primária à Saúde (APS).
O Acre ficou em segundo lugar na incidência de atendimentos pós-covid na APS, alcançando a marca de 10,2 atendimentos por 100 mil habitantes, o que coloca o estado na segunda maior proporção de procura por essa demanda específica no país.
Em termos absolutos dentro do período monitorado na Atenção Primária à Saúde, o estado computou 90 atendimentos voltados ao manejo e acompanhamento de pacientes com quadro de ‘covid longa’.
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O levantamento epidemiológico avaliou os registros de pacientes que buscaram assistência médica devido a sequelas ou sintomas prolongados associados à infecção passada.
Paralelamente às manifestações inflamatórias causadas pela covid-19, emergiu a preocupação com os efeitos de médio e longo prazo da doença, atualmente denominados condições pós-covid ou covid longa. As condições pós-covid configuram um espectro clínico heterogêneo, com ampla variedade de sinais e sintomas persistentes ou recorrentes, o que dificulta a definição de caso e a estimativa precisa de sua prevalência.
O diagnóstico é essencialmente clínico, fundamentado na história prévia de infecção pelo SARS-CoV-2, na avaliação clínica e, quando necessário, em exames complementares direcionados7 . Embora a magnitude exata desse fenômeno ainda seja incerta, a OMS estima que 10% a 20% das pessoas infectadas possam desenvolver condições pós-covid.
O boletim traz, ainda, os dados sobre mortes com menção de condição pós-covid. Em 2025, foram registrados 70 óbitos e, desse total, a maioria ocorreu em fevereiro, com 16 mortes, seguido por janeiro, com 12 mortes, e junho, com 9.
“Em resumo, os dados sobre condições pós-covid em 2025 evidenciam manutenção da demanda assistencial na APS, com maior concentração de atendimentos entre mulheres e adultos de meia-idade, especialmente nas faixas de 40 a 69 anos. Observou-se importante heterogeneidade regional, com maior número absoluto de atendimentos no Sudeste e no Sul, enquanto estados como Alagoas, Acre e Roraima apresentaram as maiores incidências proporcionais”, diz o documento.