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Acre é o segundo estado que mais gerou emprego no 1º semestre de 2026

Por Maria Fernanda Arival, ContilNet 29/07/2026 às 16:05
Acre gerou mais de 800 empregos formais em maio

Acre é o segundo estado que mais gerou emprego no 1º semestre/Foto: Reprodução

O mercado de trabalho formal no Acre apresentou um desempenho expressivo no primeiro semestre de 2026, figurando entre os estados com os maiores crescimentos relativos do país. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) com base nas estatísticas do Novo Caged.

Enquanto o Brasil acumulou a criação de 921.645 novas vagas de emprego formal entre janeiro e junho (alta de 1,96%), o estado do Acre destacou-se em termos percentuais, registrando uma variação relativa positiva de 3,38% no período. O índice coloca o estado no topo do ranking nacional de crescimento proporcional, ficando atrás apenas do Amapá (+4,25%) e logo à frente do Mato Grosso (+3,36%).

No cenário nacional, o resultado do semestre foi impulsionado principalmente pelo setor de Serviços, que gerou 571.926 postos em todo o país, seguido pela Construção e pela Indústria, enquanto o saldo geral do país elevou o estoque total de vínculos formais a mais de 48 milhões de trabalhadores ativos.

Considerando os saldos dos últimos 12 meses (julho de 2025 a junho de 2026), a ampliação do emprego chega a 963.921 novos postos de trabalho, crescimento de 2,1% no período. Com isso, o estoque de empregos no país alcançou 48.032.308 vínculos trabalhistas.

Entre as atividades do setor, destacaram-se as atividades administrativas e os serviços complementares, responsáveis pela criação de 26.634 empregos no mês.

A Agropecuária também registrou saldo positivo, com aumento de 22.898 postos formais de trabalho (+1,2%), assim como o Comércio, que apresentou saldo de 19.177 postos (+0,2%), a Indústria, com saldo de 14.438 postos formais (+0,2%), e a Construção, com saldo de 14.136 empregos (+0,5%).

O emprego apresentou saldo positivo em 25 das 27 Unidades da Federação, com destaque para São Paulo (+34.981), Minas Gerais (+20.805) e Rio de Janeiro (+16.856). Os únicos estados que registraram redução foram Espírito Santo (-2.259), em razão da desmobilização das atividades ligadas ao café, e Tocantins (-115).

Dos postos de trabalho gerados, 77,3% podem ser considerados típicos e 22,7% não típicos, compostos majoritariamente por trabalhadores temporários (+12.658) e pessoas físicas inscritas no Cadastro de Atividades Econômicas da Pessoa Física (CAEPF) (+9.435).

Os dados completos do Novo Caged estão disponíveis no Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET), no site do MTE.

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