Familiares de desaparecidos podem fazer coleta gratuita de DNA no Acre
Familiares de pessoas desaparecidas poderão realizar gratuitamente a coleta de DNA durante uma mobilização nacional que acontece entre os dias 24 e 28 de agosto. No Acre, a ação é conduzida pelo Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), por meio do Instituto de Análises Forenses (IAF), dentro da 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Em Rio Branco, o atendimento é realizado das 7h às 13h, na sede do IAF, localizada na Avenida Antônio da Rocha Viana, nº 1.248, no bairro Bosque. O procedimento é gratuito, rápido e indolor, sendo feito com a coleta de material genético por meio de um cotonete passado na parte interna da bochecha.
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A prioridade é para familiares de primeiro grau da pessoa desaparecida, como pais, filhos e irmãos biológicos. Para participar, é necessário apresentar um documento de identificação e informações sobre o Boletim de Ocorrência registrado no caso de desaparecimento.
A coleta também está disponível para familiares de pessoas desaparecidas em outros estados. O material genético reunido passa a integrar os bancos de perfis genéticos e pode ser comparado com dados estaduais e nacionais, ampliando as possibilidades de identificação.
Segundo o diretor do DPTC, Sandro Martins, a iniciativa pode ajudar famílias que convivem há anos com a falta de informações sobre parentes desaparecidos.
“O DNA é uma ferramenta fundamental para a perícia e pode ajudar a transformar anos de incerteza em uma resposta para as famílias. Quanto maior o banco de perfis genéticos, maiores são as possibilidades de identificação”, destacou.
O delegado titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Cristiano Bastos, também ressaltou a importância do material genético para o andamento das investigações e para a identificação de pessoas encontradas sem documentos.
“Ter o perfil genético dos familiares é muito importante para a investigação. Quando uma pessoa é localizada sem identificação, a comparação genética pode ajudar a estabelecer quem é aquela pessoa e trazer uma resposta à família”, afirmou.
Além da coleta feita diretamente com os familiares, objetos pessoais da pessoa desaparecida que possam conter material biológico, como escovas de dentes ou aparelhos de barbear, também podem auxiliar no processo de identificação.
Embora a mobilização nacional siga até o dia 28 de agosto, a coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas continuará disponível posteriormente. Para isso, é necessário que o desaparecimento tenha sido registrado oficialmente por meio de Boletim de Ocorrência.