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Acre lidera ranking nacional de taxa de hepatite B, diz Ministério da Saúde

Por Maria Fernanda Arival, ContilNet 29/07/2026 às 05:00

Ministério da Saúde divulgou um boletim sobre hepatite/Foto: Reprodução

O Acre alcançou a maior taxa de detecção de hepatite B em todo o Brasil no ano de 2025, atingindo a marca de 30,2 casos por 100 mil habitantes. Os dados oficiais, divulgados no Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, destacam a forte concentração da doença na Região Norte, que liderou o ranking regional ao lado do Sul.

Enquanto a média nacional reflete disparidades geográficas, o Acre encabeça a lista das unidades federativas com os índices mais elevados, seguido por Rondônia (23,2 casos por 100 mil habitantes), Amazonas (13,0), Roraima (11,4), Santa Catarina (11,1) e Mato Grosso (10,8).

Fonte: Ministério da Saúde

Em âmbito regional, a Região Norte registrou uma taxa de 10,0 casos por 100 mil habitantes, superada apenas de forma isolada por estados específicos da federação.

No recorte entre as capitais brasileiras, Rio Branco também sobressai com índices expressivos de detecção da infecção. A capital acreana registrou taxa de 26,0 casos por 100 mil habitantes, figurando entre as principais capitais do país acima da média nacional e atrás apenas de Porto Velho (38,4).

Cenário nacional

Em 2025, foram registrados 6.506 casos em homens e 4.487 em mulheres, com razão

de sexos de 1,4 homem para cada mulher. A taxa de detecção foi de 6,3 casos por 100 mil habitantes entre homens e de 4,1 casos por 100 mil habitantes entre mulheres. 

As maiores taxas de detecção foram observadas nas faixas de 55 a 59 anos (9,8 casos por 100 mil habitantes), 50 a 54 anos (9,4), 45 a 49 anos (8,7), 40 a 44 anos (8,3), 60 anos ou mais (7,3) e 35 a 39 anos (7,1). 

Em relação aos casos de hepatite B em menores de 5 anos de idade, observa-se uma redução de 15,5% quando se compara 2025 (98 casos) a 2015 (116 casos). Entretanto, entre 2024 e 2025, ocorreu um aumento de 6,5% dos casos nessa faixa etária.

Mortalidade

No período de 2000 a 2025, foram registrados 11.256 óbitos por hepatite B como causa básica no Brasil. Em 2025, ocorreram 307 óbitos, com taxa de mortalidade de 0,1 óbito por 100 mil habitantes. Entre 2024 e 2025, os óbitos por hepatite B declinaram 9,4%, sendo registrados 32 óbitos a menos. Entretanto, a taxa de mortalidade por hepatite B declinou 50%, passando de 0,2 em 2024 para 0,1 óbito por 100 mil habitantes em 2025.

Na distribuição regional, o maior número de óbitos em 2025 foi observado no Sudeste, com 94 registros, seguido do Norte, com 73; do Nordeste, com 62; do Sul, com 48; e do Centro-oeste, com 30 óbitos. A maior taxa regional foi registrada no Norte, com 0,4 óbito por 100 mil habitantes.

Hepatite C

O boletim traz também dados sobre hepatite C. De acordo com o documento, o Acre ficou em segundo lugar entre os estados, com taxa de 15,4.

Em 2025, as maiores taxas de detecção foram observadas no Rio Grande do Sul (24,5 casos por 100 mil habitantes), Acre (15,4), São Paulo (12,9), Roraima (12,0), Santa Catarina (11,9) e Rondônia (11,5). Em números absolutos, os maiores volumes de registros ocorreram em São Paulo, com 5.967 casos; Rio Grande do Sul, com 2.750; Minas Gerais, com 1.183; Rio de Janeiro, com 1.048; Santa Catarina, com 972; Paraná, com 907; e Bahia, com 796 casos.

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