Os dados mais recentes de monitoramento do desmatamento na Amazônia colocam o Acre entre os estados que mais perderam cobertura florestal durante o mês de junho. Segundo levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o estado respondeu por 9% de toda a área desmatada registrada na Amazônia Legal no período, ficando atrás apenas de Pará, Mato Grosso e Amazonas.
Apesar disso, na comparação com o mesmo mês do ano passado, o avanço foi de 29%. Em junho de 2025, haviam sido identificados 21 quilômetros quadrados de floresta derrubada. Um ano depois, esse número passou para 27 km².
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Entre os municípios acreanos, Feijó aparece em destaque no levantamento. A cidade ocupa a sexta posição entre os dez municípios da Amazônia com maior número de alertas de desmatamento emitidos pelo sistema de monitoramento do Imazon.
O estudo também mostra que o impacto ambiental no estado não se limita ao corte da vegetação. O Acre foi responsável por 1% de toda a degradação florestal registrada na Amazônia em junho, indicador que considera danos causados principalmente por queimadas e exploração madeireira. Além disso, duas unidades de conservação acreanas aparecem entre as áreas protegidas mais afetadas pela perda de floresta no primeiro semestre de 2026: a Reserva Extrativista Chico Mendes e a Floresta Estadual do Complexo do Seringal Jurupari.
Apesar do cenário observado em junho, o balanço do ciclo anual apresenta um resultado diferente. Considerando o período entre agosto de 2025 e junho de 2026, intervalo conhecido como “calendário do desmatamento”, utilizado para acompanhar a dinâmica da derrubada da floresta conforme o regime de chuvas da Amazônia, o Acre registrou redução de 27% na área desmatada.
Nesse intervalo de 11 meses, foram contabilizados 230 km² de floresta suprimida, enquanto no ciclo anterior o total havia alcançado 316 km².
O desempenho acompanha a tendência observada em toda a Amazônia Legal. O levantamento do Imazon aponta que a região acumulou 2.258 km² de desmatamento entre agosto de 2025 e junho de 2026, o menor volume registrado desde o início da série histórica do instituto, em 2008. Ainda assim, a entidade alerta que a manutenção desse cenário depende da continuidade das ações de fiscalização e combate aos crimes ambientais, especialmente nos estados que concentram grandes áreas de floresta preservada.
