Casos de lesão corporal seguida de morte caem em mais de 60% no Acre

Estado passou de três vítimas em 2024 para uma ocorrência no ano passado

Por Anne Nascimento, ContilNet 23/07/2026 às 10:22
Acre ficou bem distante das maiores taxas registradas em Roraima (1,08) e Amapá (0,74). — Foto: Ilustração

O Acre registrou uma redução de 66,67% nos casos de lesão corporal seguida de morte em 2025, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). O número de vítimas caiu de três, em 2024, para uma ocorrência registrada no ano passado.

Com a queda, a taxa do estado também apresentou redução, passando de 0,34 para 0,11 vítima por 100 mil habitantes. O índice colocou o Acre entre as unidades da federação com as menores taxas do país e a menor da Região Norte ao lado de Rondônia.

A redução acompanhou o cenário regional. A Região Norte passou de 82 vítimas em 2024 para 67 em 2025, uma queda de 18,29%. Entre os estados nortistas, o Acre teve uma das maiores reduções percentuais, empatado com Rondônia, que também apresentou queda de 66,67%.

No comparativo entre os estados da região, o Acre ficou abaixo de Amazonas (0,32 vítima por 100 mil habitantes), Pará (0,37), Tocantins (0,25) e bem distante das maiores taxas registradas em Roraima (1,08) e Amapá (0,74).

Homens foram maioria entre as vítimas

Os dados do Sinesp também mostram que a única vítima registrada no Acre em 2025 era do sexo masculino. O estado não teve registros de vítimas mulheres ou casos com sexo não informado.

O cenário segue a tendência nacional. Em todo o Brasil, os homens representaram 91,61% das vítimas de lesão corporal seguida de morte em 2025, com 590 casos, enquanto as mulheres somaram 53 registros, o equivalente a 8,23% do total.

Brasil teve redução de 16% nos casos

Em nível nacional, o crime também apresentou queda em 2025. O país registrou 644 vítimas, contra 770 em 2024, uma redução de 16,36%.

Na série histórica iniciada em 2020, o Brasil passou de 685 vítimas naquele ano para 644 em 2025. A taxa nacional caiu de 0,33 para 0,30 vítima por 100 mil habitantes no período.

 

 

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