Acre sofre com cheia histórica, mas São Paulo reclama de haitianos em excesso no estado

Por Suporte 07/03/2015 às 04:55

haitianossaopaoulonem aí!

Não são todos os estados que estão com suas atenções voltadas ao Acre, que enfrenta um momento delicado. Vivenciando uma realidade catastrófica, onde mais de 120 mil famílias foram afetadas com a maior cheia de todos os tempos, o estado recebe o desprezo de grandes estados, como São Paulo.

O desprezo do estado para com o Acre pode ter um motivo: enquanto o Acre vive essa realidade, São Paulo reclama do número de haitianos enviados para lá pelo governo acreano. Nesta sexta-feira (6), o Estadão fez uma publicação que fala do número excessivo de haitianos nas cidades paulistanas.

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“Quase um ano depois da chegada dos primeiros ônibus vindos do Acre, a imigração de haitianos para São Paulo continua intensa. O número de imigrantes abrigados hoje, no principal ponto de apoio da capital, a Missão Paz, no Glicério, supera o dobro da capacidade máxima da entidade. Com as 110 vagas preenchidas, a instituição opera com excesso de 140 pessoas, totalizando 240 – um aumento de 118%”, diz o trecho inicial da publicação.

A agência fala que, com a superlotação, mais da metade dos haitianos dorme em cima de cobertores em um salão improvisado, onde antes eram feitas as negociações de trabalho entre empresários e imigrantes. Mas, a publicação não fala sobre a realidade vivenciada pelas mais de 100 mil famílias acreanas.

“Há pelo menos um mês, têm chegado semanalmente a São Paulo seis ônibus com cerca de 30 haitianos, informou o diretor da Missão Paz, padre Paolo Parise. Antes disso, aportavam no máximo três ônibus por semana”.

Dentre outras reclamações, o governo paulistano reclama também do fato de que os imigrantes estão saindo do Acre sem suas carteiras de trabalho.

Conteúdo Original / Fonte: Kellyton Lindoso, da ContilNet Notícias

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